Universo ABICOL 180 mento foi celebrada como um exemplo positivo de diálogo técnico. Em 2025, porém, as tarifas antidumping reabriram discussões que muitos esperavam estarem superadas. TNT ENTRA NA PAUTA E AMPLIA A SENSAÇÃO DE INSTABILIDADE REGULATÓRIA Como se o cenário já não fosse complexo, outubro trouxe mais um capítulo: a abertura da investigação antidumping sobre TNT (tecido não tecido) originário da China, Egito e Israel. Esses materiais são amplamente utilizados na cadeia colchoeira, desde revestimentos até componentes internos, e qualquer alteração nas condições de importação gera impacto direto nos custos de produção. A ABICOL, ao confirmar que ingressará como parte interessada, destacou que o TNT é um insumo de uso transversal e que a investigação deve ser conduzida com rigor técnico, evitando o risco de distorções semelhantes às vividas em outros insumos ao longo do ano. UM ANO QUE REFORÇA A URGÊNCIA POR PREVISIBILIDADE E COERÊNCIA REGULATÓRIA Ao final de 2025, a sensação predominante no setor é de alerta. A combinação de reabertura de processos, tarifas elevadas e decisões que mudam rapidamente a dinâmica de abastecimento cria um ambiente de planejamento extremamente desafiador. Para segmentos que operam com insumos sem substitutos e com forte dependência de preços internacionais, previsibilidade regulatória é tão importante quanto competitividade comercial. Empresas, entidades e especialistas convergem em um ponto: decisões de defesa comercial precisam considerar não apenas a proteção momentânea de um elo produtivo, mas toda a cadeia, seus empregos, seus impactos sociais e seu papel dentro da indústria nacional. Em um momento em que o Brasil busca fortalecer sua indústria, garantir segurança jurídica e promover ambientes sustentáveis de negócios, a coerência técnica nas políticas antidumping se torna fundamental para que setores estratégicos, como o de espumas e colchões, sigam competitivos, produtivos e capazes de gerar valor para o país. to que poderia gerar desequilíbrios em todo o mercado de espumas. A MOBILIZAÇÃO DE JULHO E OS DESDOBRAMENTOS POLÍTICOS Diante do agravamento do cenário, o mês de julho marcou um ponto de virada. A ABICOL ampliou o chamado para que toda a cadeia produtiva, industriais, varejo, profissionais, trabalhadores e até consumidores, apresentasse manifestações formais ao governo pedindo a suspensão das tarifas no processo de interesse público. Depoimentos, estudos de impacto, notas técnicas e análises econômicas passaram a ser reunidos em um dossiê que será entregue ao MDIC, reforçando os potenciais danos socioeconômicos da medida. Essa postura colaborativa ecoou a mobilização feita em 2024, quando a entidade atuou para evitar o aumento do imposto de importação de 12,6% para 20% sobre o poliol na Lista de Desequilíbrio Comercial Conjuntural. Naquele momento, a decisão do governo de rejeitar o au-
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