108moveisdevalor.com.br Chegamos ao segundo ano em que dedicamos espaço exclusivo para tratar de pautas ESG na Móveis de Valor, mas, ainda precisamos falar mais sobre o “G” da sigla, que significa Governança, algo muito importante e que, às vezes, não é devidamente compreendido pelos empresários do setor. Vamos aproveitar esta edição para mais explicações sobre esse tema e mostrar que a governança pode trazer lucratividade para a indústria moveleira, porém é imprescindível que os empresários entendam também a importância de se fazer ações estratégicas, olhando além do portão da sua fábrica. A especialista em ESG e consultora do Instituto Impulso, Débora Irie, conta que ainda existem empresários que associam governança com governo. “Essa percepção, embora comum, é um dos grandes obstáculos para o crescimento real da nossa indústria. Para muitos gestores de fábricas de móveis e colchões, a governança ainda soa como algo burocrático, caro e distante da realidade de quem MAIS DO QUE UM CONCEITO TEÓRICO, A GOVERNANÇA SE CONSOLIDA COMO FERRAMENTA PRÁTICA PARA ORGANIZAR PROCESSOS, REDUZIR RISCOS E AMPLIAR A RENTABILIDADE DA INDÚSTRIA AO ESTRUTURAR DECISÕES, CONTRATOS E A GESTÃO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS, A GOVERNANÇA DEIXA DE SER VISTA COMO BUROCRACIA E PASSA A ATUAR DIRETAMENTE NA PROTEÇÃO DO LUCRO precisa lidar com margens apertadas e uma guerra constante por preços”. Ela afirma que o primeiro passo para profissionalizar o negócio é compreender que governança não tem absolutamente nada a ver com autoridades públicas. “Enquanto o governo trata da esfera estatal, a governança trata da esfera privada; é o conjunto de regras e processos que garantem que o seu dinheiro não escorra pelo ralo da desorganização”, complementa. Débora esclarece o que é governança e qual a sua importância. “De forma simples e direta, a governança corporativa é o conjunto de práticas que garantem que a empresa funcione bem hoje e continue existindo de forma saudável amanhã. Ela é a estrutura que responde a perguntas práticas do cotidiano: quem decide o quê, como escolhemos nossos parceiros, como controlamos riscos jurídicos e como garantimos padrão e previsibilidade”, explica, acrescentando que “longe de ser um manual de regras apenas para constar em documentos, Por Natalia Concentino, jornalista O caminho da Governança para uma indústria mais lucrativa
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