14 moveisdevalor.com.br CONSÓRCIO DE MÓVEIS PLANEJADOS SE CONSOLIDA COMO ALTERNATIVA O mercado de consórcios encerrou 2025 em trajetória de crescimento, mas é em 2026 que o produto passa a assumir um papel mais estratégico. Tradicionalmente associado à compra de veículos e imóveis, o consórcio amplia seu campo de atuação e avança sobre o interior das residências, consolidando-se como uma solução para o planejamento de móveis planejados. O movimento dialoga diretamente com as transformações do mercado imobiliário, marcado por imóveis menores, projetos mais personalizados e consumidores cada vez mais atentos ao custo total de morar. Nesse contexto, o consórcio de móveis planejados surge como uma ferramenta de organização financeira de longo prazo, substituindo o crédito emergencial por planejamento. INADIMPLÊNCIA REINCIDENTE ATINGE 84,7% E PREOCUPA O CRÉDITO Dados divulgados pela CNDL em parceria com o SPC Brasil, mostram que 84,7% dos consumidores negativados em dezembro de 2025 já haviam passado pelo cadastro de inadimplentes nos 12 meses anteriores. Do total de reincidentes, 66,9% ainda não haviam quitado dívidas antigas quando voltaram a ser negativados, enquanto 17,8% chegaram a sair do cadastro, mas retornaram pouco tempo depois. Apenas 15,2% dos negativados não tiveram restrições no CPF ao longo do último ano. Em média, o intervalo entre o vencimento de uma dívida negativada e o surgimento de uma nova pendência foi de 70,7 dias, o equivalente a pouco mais de dois meses. O BOLSO DO CONSUMIDOR SENTE QUE MÓVEIS SUBIRAM BEM ACIMA DO IPCA Entre 2021 e 2025, o IPCA geral acumulou alta de 32,9%. No mesmo período, o IPCA de mobiliário avançou 51,7%. Uma diferença de quase 19 pontos percentuais acima da inflação média do país - algo próximo de 4% ao ano acima do índice geral. Ou seja, móveis ficaram significativamente mais caros do que a média dos produtos e serviços consumidos pelos brasileiros. O pico ocorreu em 2021 e 2022, no auge da pressão de custos. Depois houve desaceleração, mas o acumulado já estava consolidado. Quando um item sobe muito acima da inflação média, passa a disputar espaço no orçamento familiar. A questão é saber se o consumidor continuará absorO VAREJO DE MÓVEIS EM 2025 MOSTRA UM ANO NEGATIVO EM VOLUME Depois de janeiro ainda positivo, com alta de 0,8%, o setor entrou em trajetória de queda contínua. A partir de março, as perdas se aprofundam mês a mês, chegando ao pior momento em agosto, com retração de 4,7%. De setembro a dezembro há uma leve estabilização, mas ainda em terreno negativo, fechando o ano com queda próxima de 4% no volume. O consumidor está mais seletivo, mais cauteloso e comprando menos móveis. E isso muda completamente a lógica de 2026: não será um ano de repasse, será um ano de disputa por volume. PONTO DE VENDA vendo esses preços ou entraremos em um ciclo de maior resistência e mais promoções e liquidações?
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