Móveis de Valor - Edição 253

18 moveisdevalor.com.br MERCADO Juros elevados e eleições redefinem o jogo este ano UM AMBIENTE DE DECISÕES COMPLEXAS EXIGIRÁ UMA LEITURA FINA DO MERCADO EM 2026, ALÉM DE DISCIPLINA ESTRATÉGICA E ATENÇÃO REDOBRADA À PRESERVAÇÃO DE MARGENS E AO RITMO DOS NEGÓCIOS ENTRE SINAIS POSITIVOS E ALERTAS SILENCIOSOS, INDÚSTRIA E COMÉRCIO ENTRAM O ANO EM UM PERÍODO QUE TESTA PLANEJAMENTO, EFICIÊNCIA OPERACIONAL E CAPACIDADE DE ADAPTAÇÃO A UM CENÁRIO MENOS PREVISÍVEL Por Guilherme Arruda, jornalista convidado O ano se inicia em meio a um cenário paradoxal. De um lado, indicadores econômicos positivos, como inflação sob controle e o mercado de trabalho aquecido. De outro, uma crise fiscal que ameaça corroer os avanços e a pressionar a política monetária, mantendo os juros em patamar elevado. No centro dessa equação está o presidente Lula, reconhecido por sua disposição em ampliar gastos públicos. E mesmo recebendo críticas, há indícios de que sejam injetados R$ 88 bilhões na economia (CNN Brasil). A prioridade é clara: garantir a reeleição e que se dane o impacto nas contas públicas. Este é o ambiente que os empresários sabem que vão encontrar em 2026. A priori, o setor de serviços deve sustentar quase 60% da expansão econômica. Os juros seguem como um freio estrutural para compras parceladas. A renda em alta e os estímulos ao consumo até atenuam a desaceleração, embora não revertam a tendência. O resultado esperado é um PIB que perde ritmo: de 2,3% em 2025 (o índice oficial será divulgado pelo IBGE em março) para 1,8% em 2026, refletindo o desafio de conciliar dinamismo com disciplina fiscal. Nos últimos meses, o mercado de crédito entrou em fase de retração, sobretudo para pessoas físicas. Entraves no consignado reduziram concessões, enquanto famílias e empresas

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