Móveis de Valor - Edição 253

25 moveisdevalor.com.br casa passa a ser vista como um espaço de expressão pessoal e emocional. Esse movimento pressiona fabricantes e varejistas a abandonarem propostas excessivamente indiferenciadas e a construírem linhas com ponto de vista claro, mesmo dentro de segmentos de maior volume. A personalização deixa de ser um diferencial restrito ao planejado e passa a ser uma expectativa também no móvel seriado — ainda que em formatos viáveis de escala. FLEXIBILIDADE PRODUTIVA GANHA VALOR Outro sinal estrutural é a rejeição ao excesso. Consumidores querem escolher, mas não querem se perder. Ambientes de loja e catálogos superlotados, com muitas opções pouco distintas entre si, começam a gerar fricção no processo de compra. Nesse contexto, ganha relevância a curadoria: menos produtos, melhor explicados, organizados por propostas de uso, estilo de vida e sensações. O valor deixa de estar apenas na variedade e passa a residir na clareza da oferta. DURABILIDADE COMO ARGUMENTO COMERCIAL Há também um deslocamento perceptível do consumo impulsivo para decisões mais ponderadas. O móvel passa a ser encarado como um investimento de médio e longo prazo, e não apenas como reposição estética. Isso reforça a importância de atributos como durabilidade, conforto real, materiais honestos e design atemporal. O discurso de novidade constante perde apelo frente à promessa de permanência, funcionalidade e coerência com a rotina do consumidor. SENSORIALIDADE APLICADA AO MATERIAL Mesmo em um cenário de maior Materiais e componentes passam a carregar identidade, não apenas função Capacidade de variar sem perder escala se torna ativo estratégico Desempenho técnico e longevidade influenciam a decisão do fabricante Textura, toque e cor agregam valor antes mesmo do móvel pronto

RkJQdWJsaXNoZXIy MzE5MzYz