28 moveisdevalor.com.br 1. Menos linhas genéricas, mais propostas claras Reduzir produtos “neutros demais” e estruturar coleções com identidade definida. O consumidor valoriza clareza de posicionamento, mesmo em linhas de maior volume. 2. Personalização viável em escala Investir em sistemas modulares, variação de acabamentos, tecidos e composições. A sensação de escolha importa mais do que a customização total. 3. Curadoria substitui excesso Diminuir o número de SKUs pouco distintos e organizar a oferta por ambientes, usos e estilos de vida. Menos opção, melhor decisão. 4. Durabilidade como argumento de venda Comunicar vida útil, conforto real e materiais honestos. O móvel passa a ser percebido como investimento, não impulso. 5. Emoção e sensorialidade no ponto de venda Trabalhar texturas, cores, iluminação e narrativa. Experiência bem construída gera valor percebido em todas as faixas de preço. 6. Loja como orientadora de escolhas A loja deixa de ser vitrine e passa a ser mediadora. Ambientes intencionais ajudam o consumidor a decidir com mais segurança. 7. Estoque é estratégia, não operação Rever políticas de compra, giro e mix. Estoque excessivo aumenta risco financeiro e reduz flexibilidade frente a um consumidor mais cauteloso. O QUE MUDA NA PRÁTICA PARA A INDÚSTRIA E O VAREJO DE MÓVEIS 1. Diferenciação deixa de ser opcional Materiais, ferragens, tecidos e acabamentos genéricos perdem espaço. Fabricantes buscam fornecedores que entreguem atributos claros de identidade, desempenho e aplicação. 2. Flexibilidade produtiva ganha valor Portfólios capazes de operar variações de cor, textura, densidade e acabamento, sem ruptura de escala, tornam-se mais estratégicos do que grandes volumes padronizados. 3. Modularidade começa no insumo Sistemas construtivos, componentes compatíveis entre linhas e soluções adaptáveis facilitam a personalização viável dos móveis seriados e planejados. 4. Durabilidade como argumento comercial Resistência, estabilidade, desempenho técnico e longevidade deixam de ser apenas especificações e passam a ser fatores decisivos de escolha pelos fabricantes. 5. Sensorialidade aplicada ao material Textura, toque, temperatura visual, absorção de luz e percepção tátil tornam-se atributos relevantes. O material precisa comunicar valor antes mesmo do móvel pronto. 6. Portfólio mais enxuto, mais estratégico Fabricantes valorizam fornecedores que ajudam a simplificar decisões, com famílias de produtos bem estruturadas e aplicações claras. 7. Apoio técnico e narrativa fortalecem a parceria Fornecedores deixam de vender apenas insumo e passam a entregar conteúdo técnico, argumentos de venda e apoio ao desenvolvimento de produto. 8. Sustentabilidade concreta, não retórica Origem responsável, rastreabilidade, eficiência de uso e redução de desperdício precisam ser mensuráveis e aplicáveis à indústria. O QUE OS MOVIMENTOS DE CONSUMO EXIGEM DOS FORNECEDORES DE INSUMOS E COMPONENTES As empresas que compreenderem esses movimentos e ajustarem suas decisões de produto, comunicação e varejo tendem a construir relevância de longo prazo. As que insistirem em modelos baseados apenas em volume, preço e repetição correm o risco de perder conexão com um consumidor que mudou — e não pretende voltar atrás. VAREJO
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