Móveis de Valor - Edição 253

32 moveisdevalor.com.br integração entre canais, fortalecimento da marca, uso mais sofisticado de dados e maior atenção à experiência do consumidor. Para fabricantes, o desafio está em apoiar o varejo com conteúdo, diferenciação e soluções que vão além do produto físico. Para lojistas, o momento pede revisão de mix, investimento em presença digital qualificada e maior domínio da jornada omnichannel. Mais do que um recuo pontual, o desempenho de Casa & Móveis no e-commerce sinaliza uma fase de maturação do consumo, em que eficiência, relevância e estratégia passam a definir quem permanece competitivo no jogo digital. CONTRAPONTO Quando a gente olha com atenção os dados apontados antes, um alerta importante se acende — e ele diz muito mais sobre comportamento do consumidor do que, propriamente, sobre tecnologia ou canais digitais. O consumidor brasileiro não abandonou o consumo de móveis. Ele apenas deixou claro onde prefere comprar. Móvel não é impulso. Móvel envolve toque, comparação, conversa, percepção de qualidade, confiança. E, sobretudo, envolve gente. Por isso, ao contrário de categorias como moda, eletrônicos ou presentes, o móvel continua tendo no varejo físico o seu principal palco de decisão. O e-commerce de móveis cresce quando há promoção forte, Black Friday, picos sazonais. Passado esse momento, o consumidor recua. Ele pesquisa online, sim. Mas decide fora da tela. É preciso analisar as pesquisas considerando os dois aspectos que são relevantes, como mostra este contraponto. VAREJO

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