Móveis de Valor - Edição 253

34 moveisdevalor.com.br Tarifaço encolhe as exportações de móveis e gera déficit em 2025 O Brasil encerrou 2025 com déficit na balança comercial de móveis, resultado da diferença entre importações no valor de US$ 950,1 milhões e de exportações de US$ 909,8 milhões. Em números absolutos corresponde a um saldo negativo de US$ 40,3 milhões atribuído, em grande parte, a elevação de tarifas impostas pelo governo dos EUA, causando uma retração de quase 20% nos embarques para o principal mercado. São exatos US$ 49,3 milhões a menos, valor que poderia transformar o déficit em superávit. Países com os quais o Brasil costuma ter boa presença, elevaram substancialmente suas compras ano passado. Caso da Argentina que registrou aumento de 28,8% sobre 2024 (US$ 108,9 milhões), do Paraguai com alta de 27,3% (US$ 50,6 milhões) e Chile com 24,3% (US$ 66,9 milhões). Com volumes menos expressivos, outros mercados surpreenderam positivamente, como México, que elevou os pedidos em quase 60% (para cerca de US$ 40 milhões em 2025). Também estão nesse grupo Porto Rico (43,1%) e Alemanha (+40%). É preciso considerar ainda os esforços de um grupo de países menos tradicionais e de compras irregulares, como a República Tcheca, que em 2025 ampliou as compras em 149%, na faixa de BRASIL DEIXOU DE VENDER US$ 49,3 MILHÕES ANO PASSADO PARA OS EUA, VOLUME CAPAZ DE REVERTER O DESEMPENHO DA BALANÇA COMERCIAL A SOMA TOTAL DAS IMPORTAÇÕES CORRESPONDEU A UM INCREMENTO DE 7,7% SOBRE 2024, FIXANDO UM NOVO PATAMAR PARA COMPRAS NO EXTERIOR DE FRENTE COM OS NÚMEROS Por Guilherme Arruda, jornalista convidado

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