Móveis de Valor - Edição 253

52 moveisdevalor.com.br O Brasil diante do fim do bônus demográfico COM O FIM DO BÔNUS DEMOGRÁFICO, CRESCER DEIXARÁ DE SER UMA QUESTÃO DE QUANTIDADE DE TRABALHADORES E PASSARÁ A SER, CADA VEZ MAIS, UMA QUESTÃO DE PRODUTIVIDADE O bônus demográfico é um dos principais divisores de águas econômicos de um país. Trata-se de um período irrepetível em que a população em idade ativa supera a de idosos, ampliando a força produtiva e o potencial de crescimento. No Brasil, essa vantagem entra agora em sua fase final. No Rio Grande do Sul, o cenário é ainda mais crítico: embora a IBGE aponte 2027 como marco oficial, há indícios de que o estado já esteja perdendo esse bônus. “Hoje temos mais pessoas idosas do que jovens. Isso significa uma força de trabalho cada vez menor disponível para sustentar o crescimento da indústria”, alerta Alexandre Stein, gerente técnico de educação profissional e superior do Senai RS. Segundo ele, o Rio Grande do Sul tende a ser o primeiro estado brasileiro a encerrar essa janela demográfica. No grupo de alerta imediato, entre 2026 e 2033, estão Rio Grande do Sul e Alagoas, que já enfrentam o esgotamento da base jovem e passam a depender fortemente de ganhos de produtividade para compensar o envelhecimento populacional. O grupo intermediário, de 2034 a 2040, liderado por São Paulo e Minas Gerais, ainda dispõe de cerca de uma década para avançar em reformas estruturais. Já a janela mais longa, a partir de 2041, concentra-se no chamado “Novo Brasil”, nas regiões Centro- -Oeste e Norte, onde estados como Mato Grosso mantêm uma população mais jovem, enquanto Santa Catarina sustenta seu fôlego demográfico sobretudo por meio da migração. INDÚSTRIA

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