Móveis de Valor - Edição 254

18 moveisdevalor.com.br Por que o móvel brasileiro ainda não chegou à Índia? Quando se observa o mapa global das exportações brasileiras de móveis, alguns destinos aparecem com frequência: Estados Unidos, países da América Latina e, em menor escala, Europa. Mas há um mercado que chama atenção não pelo volume atual, e sim pelo tamanho da oportunidade ainda não explorada: a Índia. Com cerca de 1,4 bilhão de habitantes, o país asiático tornou-se a nação mais populosa do planeta e vive um processo acelerado de urbanização e expansão da classe média. Em teoria, é exatamente o tipo de mercado que deveria interessar à indústria moveleira. Na prática, porém, o comércio de móveis entre Brasil e Índia ainda é quase simbólico. Mesmo no melhor momento da série, o valor exportado não chegou a US$ 1 milhão. Para um setor que movimenta bilhões de dólares globalmente, trata-se de um volume extremamente reduzido. UM MERCADO QUE AINDA NÃO ENTROU NO RADAR O contraste entre o tamanho do mercado indiano e o volume exportado pelo Brasil é impressionante. Enquanto o país asiático reúne mais de um bilhão de consumidores, a presença brasileira ainda é praticamente inexistente. A comparação indica um desequilíbrio evidente: um mercado gigantesco que ainda não se converteu em destino relevante para a indústria brasileira. POR QUE A ÍNDIA AINDA NÃO COMPRA MÓVEIS DO BRASIL? Existem algumas razões estruturais que ajudam a explicar essa distância comercial. MERCADO Por Ari Bruno Lorandi, CEO da Móveis de Valor COM 1,4 BILHÃO DE HABITANTES E URBANIZAÇÃO ACELERADA, A ÍNDIA PODERIA SER UM MERCADO ESTRATÉGICO PARA O MÓVEL BRASILEIRO. MAS OS NÚMEROS MOSTRAM QUE A RELAÇÃO COMERCIAL INEXISTE

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