24 moveisdevalor.com.br É POSSÍVEL RECUPERAR PARTE DAS PERDAS DE 2025? Sim, é possível recuperar parte das perdas estimadas entre US$ 70 milhões e US$ 90 milhões, mas o processo não será instantâneo e depende de variáveis externas ao exportador. Fatores como o tempo de prateleira, em que fornecedores substitutos ocupam o espaço brasileiro, e a capacidade limitada das empresas de financiar a transição sacrificando a rentabilidade ditam o ritmo dessa retomada. Fora isso, a forte concorrência asiática e os longos ciclos de planejamento do mercado americano exigem que a normalização regulatória ocorra cedo para que o fluxo de pedidos seja restabelecido ainda este ano. QUAL O BALANÇO DAS EMPRESAS ATINGIDAS? Os estragos nos polos moveleiros do Sul e Sudeste revela um impacto sistêmico que vai além da queda nas exportações, abrangendo a reprogramação industrial e a suspensão da produção. Estima-se que o "tarifaço" tenha influenciado cerca de 10 mil desligamentos, além de causar uma queda drástica nos investimentos em modernização e maquinário no segundo semestre de 2025. O cenário é marcado por um choque assimétrico: enquanto o Brasil representa menos de 1% das importações de móveis dos EUA, o mercado americano é o destino central da pauta externa de muitas indústrias nacionais. Essa dependência irradia danos rapidamente para fornecedores, transportadores e microeconomias regionais, encurtando o horizonte de decisão das empresas atingidas. A AMPLIAÇÃO DE NOVOS MERCADOS CONTINUA COMO ESTRATÉGIA? Sem dúvida. A descentralização alcança cerca de 180 países. O objetivo não é abandonar os EUA, mas diversificar destinos para reduzir a vulnerabilidade e construir resiliência diante de um comércio internacional mais regulado. Essa estratégia baseia-se em pilares como design original, inteligência comercial e adequação técnica. Além do planejamento empresarial, a atuação diplomática é determinante para a previsibilidade do setor. Nesse contexto, acordos com a União Europeia, EFTA e Singapura são monitorados de perto para redesenhar condições de competitividade e antecipar impactos em barreiras tarifárias e requisitos técnicos globais. A Índia vem demonstrando expansão forte nas vendas aos EUA e a tendência é aumentar em 2026 MERCADO
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