26 moveisdevalor.com.br DESIGN BRASILEIRO MIRA O MERCADO NORTE-AMERICANO ALÍVIO MOMENTÂNEO, CAUTELA PERMANENTE O projeto Brazilian Furniture prepara uma nova ofensiva internacional em 2026 com a participação na ICFF - International Contemporary Furniture Fair, em Nova Iorque, entre 17 e 19 de maio. A estratégia combina três frentes complementares para ampliar a presença do mobiliário brasileiro na América do Norte. AS TRÊS FRENTES DA AÇÃO Exposição de empresas Companhias brasileiras participam com estandes individuais na Área Brasil, concebida com cenografia unificada para reforçar a identidade nacional e destacar a criatividade da indústria. Design + indústria Produtos desenvolvidos no âmbito do programa serão apresentados internacionalmente após lançamento no Salone del Mobile (ISALONI), fortalecendo o design brasileiro como diferencial competitivo. Missão comercial Rodadas de negócios aproximarão empresas brasileiras de compradores da América do Norte e Central, com foco na geração de negócios e ampliação da presença comercial. Plataforma continental de design Mais do que uma feira americana, a ICFF reúne compradores e especificadores de diversos mercados do continente - incluindo Canadá, México e países da América Central - consolidando-se como uma das principais plataformas de design das Américas. A redução recente da alíquota sobre móveis brasileiros trouxe alívio momentâneo para empresas do polo catarinense com forte presença no mercado americano. Ainda assim, o ambiente segue marcado por incerteza regulatória e cautela estratégica. Segundo Maria Bustamante, presidente da Câmara de Comércio Exterior da Fiesc, o cenário mudou, mas não necessariamente ficou mais previsível. “O pesadelo só mudou de cenário.” DOIS FATORES QUE DEFINEM O CURTO PRAZO Negociação diplomática A expectativa é que um eventual encontro entre Lula e Donald Trump possa abrir espaço para revisão ou suavização da aplicação da Seção 301 sobre produtos brasileiros. Investigação comercial O prazo teórico para conclusão da investigação da Seção 301 está previsto para junho, embora o governo americano tenha margem política para antecipar ou alterar decisões. O desafio para exportadores Para a diretora executiva da Abimóvel, Cândida Cervieri, a questão central não está na aceitação do produto brasileiro. “O desafio não está na aceitação do móvel brasileiro, mas na previsibilidade do ambiente de negócios.” A demanda americana permanece ativa, mas tarifas elevadas e mudanças regulatórias influenciam diretamente a precificação e o apetite dos importadores. MERCADO
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