29 moveisdevalor.com.br De acordo com a CSIL, os pioneiros - sobretudo nos Estados Unidos - começaram a testar configuradores online e modelos de catálogo digital. Ao longo da década de 2010, uma nova lógica competitiva emergiu: os dados se tornaram o principal ativo estratégico. Empresas capazes de personalizar ofertas, prever demanda e gerenciar devoluções passaram a superar os modelos tradicionais. A PANDEMIA ACELEROU - E DEPOIS NORMALIZOU O ponto de inflexão foi a pandemia. Em 2020 e 2021, as vendas online de móveis cresceram a taxas de dois dígitos no mundo, segundo a CSIL. Em 2022, o ritmo desacelerou: crescimento global de apenas 1%, com o mercado atingindo US$ 96,3 bilhões - cerca de 11% do consumo mundial de móveis, contra 1% em 2000. “O boom acabou; o comércio eletrônico amadureceu”, resume a CSIL. Hoje, nos mercados maduros, o crescimento anual gira entre 2% e 4%. O digital deixou de ser diferencial para se tornar exigência básica. Até mesmo a IKEA reflete essa maturidade: no ano fiscal 2024/25, as vendas online representaram 30% do faturamento total, patamar semelhante ao auge da pandemia. Em 2018/19, eram 11%. O PRÓXIMO CAPÍTULO: COMÉRCIO AGENTE Se o e-commerce virou infraestrutura, o próximo salto vem da Inteligência Artificial. A CSIL identifica o surgimento do chamado “comércio agente”, no qual consumidores realizam compras por meio de interfaces conversacionais com IA, integrando estoque, pagamento e recomendação em um único fluxo. Plataformas digitais já testam sistemas de finalização de compra dentro de chats. O Walmart, por O ponto de inflexão foi a pandemia. Em 2020 e 2021, as vendas online de móveis cresceram a taxas de dois dígitos no mundo
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