30 moveisdevalor.com.br exemplo, anunciou parceria com a OpenAI para permitir compras via interface conversacional. No setor moveleiro, a própria IKEA desenvolveu o assistente “Kreativ”, que permite visualizar móveis no ambiente do cliente por meio de IA. Para a CSIL, não se trata mais de abrir novos canais, mas de redesenhar a experiência de compra. O DESAFIO PARA O SETOR MOVELEIRO A conclusão do relatório é clara: o comércio eletrônico deixou de ser disruptivo. Tornou-se padrão operacional. O desafio agora não é “digitalizar”, mas diferenciar. Para um setor em que escala, personalização e espaço físico são determinantes, a integração entre experiência digital e showroom físico passa a ser estratégica. Da primeira pesquisa da CSIL, em 2001, aos atuais marketplaces impulsionados por IA, o comércio eletrônico evoluiu de promessa a infraestrutura. A próxima vantagem competitiva estará na capacidade de integrar dados, canais e experiência em um ambiente onde o digital já não é novidade - é obrigação. Assistente “Kreativ” da IKEA, permite visualizar móveis no ambiente do cliente por meio de IA IMPACTOS PARA O BRASIL Embora o relatório da CSIL tenha foco global, suas implicações para o setor moveleiro brasileiro são claras. 1. O online deixou de ser diferencial O e-commerce já faz parte da infraestrutura mínima do varejo. Tratá-lo como projeto paralelo passou a ser risco estratégico. 2. Eficiência define competitividade Com o crescimento digital mais estável, a disputa migra para logística, gestão de devoluções e inteligência de dados. 3. IA pode reduzir barreiras de compra Assistentes virtuais, visualização 3D e personalização ajudam a diminuir a insegurança do consumidor em compras de alto valor, como móveis. 4. Integração indústria–varejo será essencial Omnichannel exige integração real de estoque, prazos e informações técnicas. Fragmentação operacional passa a ser desvantagem. 5. Dados tornam-se ativo estratégico Empresas que capturam e utilizam dados proprietários terão vantagem em precificação, planejamento e fidelização. Síntese: o e-commerce deixou de ser ruptura e virou base. A próxima vantagem competitiva estará na integração entre canais, dados e inteligência.
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