65 moveisdevalor.com.br A classificação dos danos mostra que a enchente teve caráter altamente destrutivo para o setor produtivo. Na prática, quase 80% das empresas sofreram danos graves ou perda total, cenário considerado típico de catástrofes industriais. EMPREGOS SOB RISCO A paralisação das empresas coloca em risco milhares de postos de trabalho. O levantamento indica que cerca de 2.800 empregos formais estão diretamente ameaçados apenas entre as empresas que responderam à pesquisa. Cerca de 40% das empresas declararam risco real de encerramento das atividades, caso não haja medidas emergenciais de apoio. IMPACTO ECONÔMICO PODE SE AMPLIAR Além das perdas materiais já registradas, o impacto econômico pode crescer nas próximas semanas. A paralisação das empresas significa também: cancelamento de pedidos, perda de faturamento, interrupção de contratos e multas comerciais. Para empresas com faturamento mensal entre R$ 500 mil e R$ 2 milhões, apenas uma semana de paralisação pode representar perda de R$ 125 mil a R$ 500 mil por unidade. O efeito se espalha ainda por toda a cadeia produtiva. EFEITO CASCATA NA ECONOMIA LOCAL O impacto não se limita às fábricas de móveis. A interrupção da produção atinge também: fornecedores de madeira, espuma, tecidos e ferragens; transportadoras e operadores logísticos; prestadores de serviços industriais; e comércio local. Além disso, a redução da atividade industrial tende a afetar diretamente a arrecadação de impostos municipais e estaduais, ampliando o impacto econômico da enchente. CRÉDITO EMERGENCIAL É PRIORIDADE Entre as principais necessidades apontadas pelas empresas estão: linhas de crédito emergencial, recursos para pagamento de salários, recuperação de máquinas e equipamentos e reposição de matéria–prima. O relatório alerta que as próximas semanas serão decisivas para evitar fechamento de empresas e perda permanente de empregos no polo moveleiro.
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