Móveis de Valor - Edição 254

70 moveisdevalor.com.br Se a descoberta migrar definitivamente para ambientes conversacionais - e tudo indica que migrará - quem não tiver dados organizados perderá visibilidade. Isso vale tanto para o varejo quanto para a indústria. Fabricantes que estruturarem melhor seus atributos, como medidas precisas, composição detalhada, certificações, diferenciais técnicos, facilitarão a vida do lojista e aumentarão a chance de exposição em ambientes digitais mediados por IA. O IMPACTO PODE SER SISTÊMICO Grossman é claro ao afirmar que se os fornecedores padronizassem dados, praticamente todos os indicadores melhorariam. Da precisão de marketing, passando pela eficiência do vendedor, atualização de preços, processamento de pedidos, até a taxa de conversão. Porque a atribuição de produto não é detalhe técnico, é infraestrutura estratégica. O VAREJO INDEPENDENTE TEM CHANCE? Para Grossman, sim, porque a IA não substitui relacionamento, ela amplia. Mas ele também faz um alerta: nostalgia é perigosa. “Não dá para fazer negócios como sempre fizemos”, afirma. Para um setor acostumado a evoluções graduais - da loja física ao e-commerce - a inteligência artificial representa algo diferente: mudança estrutural no modo como o consumidor descobre, compara e decide. A LIÇÃO CENTRAL Atribuição de produto não é um projeto de TI. É uma estratégia de sobrevivência digital. E, se o mercado brasileiro antecipar essa discussão, pode transformar IA em ferramenta de fortalecimento do varejo independente. Mas se ignorar, corre o risco de perder relevância invisivelmente, simplesmente porque seus produtos não serão encontrados. Porque, na era da busca conversacional, o que não é encontrado não existe. VAREJO

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