MV Norte & Nordeste 32
27 Carolina Danielian, arquiteta especialista em acessibilidade e ambientes saudáveis Para desenvolver espaços mais acessíveis é preciso pensar em um design universal Mais de sete milhões de pessoas apresentam deficiência motora no Brasil recebe e acolhe não somente as pes- soas com deficiência, mas todas as pessoas”, explica a arquiteta especia- lista em acessibilidade e ambientes saudáveis Carolina Danielian. “É ur- gente ouvir e compreender as neces- sidades das pessoas com deficiência, desenvolver produtos mais asserti- vos, para um mercado tão grande e expressivo e ainda com poucas op- ções”, continua Carolina. Para a arquiteta, a primeira coi- sa que deve ser feita para que as marcas possam começar a atender esse nicho de mercado é ouvir esse público, entender suas dores e ne- cessidades e, a partir deste ponto, desenvolver junto aos designers so- luções que aliam estética à função. “É preciso pensar em produtos que contemplem consumidores plurais, com diferentes necessidades e, para isso, utilizar os conceitos do Desenho Universal é fundamental. Só assim o setor moveleiro produzirá peças que promovam mais acessibilidade de fato”, destaca Carolina. Entretanto, ainda de acordo com a arquiteta, desenvolver ambientes acessíveis para pessoas com defici- ência pode ser um desafio maior do que as marcas imaginam. “No início nos deparamos com a falta de espe- cificação de produtos e materiais que atendam os ambientes adaptados”, afirma Carolina, e quando entramos na questão de mobiliário encontra- mos mais algumas dificuldades. “Nas lojas temos pouquíssimas opções e, quando encontramos, o design das peças deixa muito a desejar”, analisa a especialista, pontuando ainda que isso reforça a necessidade de desen- volver móveis para cada cliente sob medida, atendendo suas especifici- dades de maneira harmônica. Outro ponto destacado por Carolina é a importância de pensar nas adap- tações do ambiente ainda na fase
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