MV Norte & Nordeste 32

30 MÓVEIS DE VALOR NORTE E NORDESTE possibilidades já pron- tas nas lojas, feitas em grande escala, os custos dessas soluções seriam menores”, explica Mello. “O ideal é que a gen- te tivesse mais móveis produzidos em escala para atender essa popu- lação, mas com base em um design universal, ou seja, um móvel que sirva para todos, não apenas para pessoas obesas, ou pessoas cegas ou cadei- rantes, mas sim móveis que possam atender a todos”, defende o CEO. Por fim, Mello reforça a importância do mer- cado em ter uma visão mais empática com relação a todos esses elementos que envol- vem a acessibilidade e a adaptabilidade dos am- bientes e do mobiliário. “Precisamos pensar em ambientes que todas as pessoas possam utilizar e focar em um design universal, lembrando que existem premissas para que esse design universal aconteça”, afirma o especialista. “Nesse ponto, a expe- riência do usuário deve ser exaltada e nós (ar- quitetos, engenheiros, designers de interiores, varejistas e fabricantes do setor moveleiro) de- vemos nos atentar cada dia mais para acolher e abrigar essas pessoas de forma a promover uma convivência mais humanizada”, finaliza. CONFIRA O PROJETO DE CASA ACESSÍVEL DESENVOLVIDO PELA ARQUITETA CAROLINA DANIELIAN PARA O GUIA DE RODAS Ao desenvolver os ambientes de uma casa para pessoas com deficiência, alguns pontos precisam ser pensados. É fato que para tornar uma residência verdadeiramente acessí- vel é necessária uma análise mais profunda dos hábitos e necessidades individuais dos moradores. E, a partir disso, é preciso desenvolver soluções que adequem os espaços de maneira mais assertiva, proporcionando mais autonomia, conforto e segurança nas atividades diárias. No entanto, de acordo com a arquiteta Carolina Danielian, há alguns tópicos que não podem faltar na lista quando o assunto é acessibilidade de ambientes. Confira quais são eles: 1. Espaço para circulação: os espaços precisam ser adequados com portas e corredores largos, além de móveis bem posicionados de maneira a se ter uma boa área de circulação; 2. Nivelamento de piso: evitar desnível entre os cômodos também é fundamental para proporcionar mais segurança e autonomia, assim como evitar carpetes que dificultam a locomoção e tapetes que podem causar acidentes; 3. Piso antiderrapante: utilizar em toda casa, mas principalmente em áreas molhadas como banheiro e cozinha; 4. Móveis com altura adequada: o mobiliário deve ser projetado com altura que ofereça mais autonomia, conforto e segurança para as atividades do dia a dia, levando em consideração os acabamentos, evitando as quinas e elementos que possam causar acidentes; 5. Banheiro confortável: esse ambiente precisa de uma atenção especial. O banheiro tem alguns itens indispensáveis para garantir segurança, autonomia e conforto a usuá- rios: além do piso antiderrapante, as barras junto ao sanitário e no box são essenciais. A altura da bancada da pia deve ter uma atenção especial, assim como a remoção da mobília embaixo da bancada, para permitir a aproximação da cadeira de rodas; 6. Iluminação: não esqueça que uma boa iluminação é um item que não pode ser deixado de lado na hora de desenvolver um ambiente com mais acessibilidade. CONFIRA O PROJETODE CASA ACESSÍVEL DESENVOLVIDO PELA ARQUITETA CAROLINA DANIELIAN PARA OGUIA DE RODAS

RkJQdWJsaXNoZXIy MzE5MzYz