22 MÓVEIS DE VALOR NORTE E NORDESTE Capacidade de variar sem perder escala se torna ativo estratégico COMO CONQUISTAR O NOVO CONSUMIDOR DE MÓVEIS DO PAÍS? DURABILIDADE COMO ARGUMENTO COMERCIAL O consumo impulsivo perde espaço para escolhas mais ponderadas. O móvel volta a ser visto como investimento de médio prazo. Durabilidade, conforto real e design atemporal tornam-se atributos centrais. A promessa de permanência substitui o apelo da novidade constante. O consumo de móveis no Brasil passa por uma transformação estrutural. Mais do que oscilações de renda ou crédito, o setor enfrenta mudanças profundas no comportamento do consumidor, que afetam projeto, mix de produtos, comunicação e formato de loja. A fadiga com ofertas padronizadas, a racionalidade nas compras e a busca por identidade e permanência dentro do lar redefinem o mercado. A casa deixa de ser apenas espaço funcional e passa a expressar propósito e estilo de vida. O consumidor demonstra menor tolerância a ambientes genéricos. O “móvel neutro para agradar a todos” perde força diante da valorização da identidade. Por Ari Bruno Lorandi, CEO da Móveis de Valor Isso pressiona fabricantes e varejistas a oferecer coleções com posicionamento claro, mesmo em linhas de maior volume. A personalização deixa de ser exclusividade do planejado e passa a ser expectativa também no seriado — dentro de limites viáveis de escala. FLEXIBILIDADE PRODUTIVA GANHA VALOR O excesso começa a gerar fricção. Catálogos superlotados e opções pouco distintas dificultam a decisão. A curadoria ganha protagonismo: menos produtos, melhor explicados, organizados por uso e estilo de vida. O valor deixa de estar na variedade e passa para a clareza.
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