MV Norte & Nordeste

50 MÓVEIS DE VALOR NORTE E NORDESTE No setor de móveis a rotatividade média ficou próxima de 41% em 2025 Menos jovens entram no mercado de trabalho interessados em cargos operacionais VEJA OS PRINCIPAIS GARGALOS DO SETOR MOVELEIRO 1. Operação de Alta Tecnologia (apagão técnico) • CNC e CAD/CAM: Falta de profissionais capazes de programar e operar máquinas automatizadas. A tecnologia avança mais rápido que a qualificação. • Manutenção mecatrônica: Escassez de técnicos que integrem mecânica, eletrônica e automação, elevando o risco de paradas caras na produção. 2. Planejados e Montagem • Montadores especializados: Gargalo crônico que se agrava em 2026. A venda cresce, mas a experiência do cliente sofre na entrega e montagem. • Projetistas com visão comercial: Profissionais que dominem softwares como Promob e, ao mesmo tempo, entendam sobre vendas e experiência do usuário. 3. Gestão e Sustentabilidade (ESG) • Logística reversa: Falta de especialistas para estruturar recolhimento e descarte de móveis diante das novas metas ambientais. • Liderança de fábrica: Déficit de supervisores preparados para gerir novas gerações, impactando produtividade e turnover. Fonte: Mapa do Trabalho Industrial CNI Para Alexandre Stein, do Senai RS, a solução exige articulação ampla. “Não é esperar o mercado se ajustar sozinho. É preciso aproximação real entre indústria e instituições de ensino.” A escassez de mão de obra deixou de ser tema conjuntural. Tornou-se estrutural. Sem revisão de modelo de gestão, política salarial e qualificação profissional, o setor continuará disputando trabalhadores em um mercado que já mudou - e que não deve voltar ao padrão anterior. economista Bruno Imaizumi, da 4Intelligence, o caminho passa por valorização salarial. “As novas gerações estão mais escolarizadas e tendem a ser menos propensas a atividades físicas intensas com baixa remuneração.” Diante do cenário, a indústria acelera investimentos em automação e digitalização. “A escassez vai continuar se fizermos tudo da mesma forma”, alerta Adriana Pierini. Segundo ela, a modernização do parque fabril tornou-se resposta quase obrigatória à falta de mão de obra.

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