MV Norte & Nordeste

13 cresceu 20,8% em relação ao mesmo mês do ano anterior, acompanhado por aumento de 28,2% na receita nominal. O resultado não representa um movimento isolado. No acumulado dos oito primeiros meses, Pernambuco registra expansão de 14,8% no volume e de 19,2% na receita, índices significativamente superiores aos nacionais. Embora o crescimento mensal tenha perdido intensidade em relação a julho, quando o volume avançou 22,8%, o desempenho acumulado continua melhorando. Até julho, a expansão em volume era de 14%, passando para 14,8% em agosto. Os números indicam uma trajetória consistente de crescimento das vendas, embora a pesquisa não permita identificar quais fatores específicos estão impulsionando esse desempenho. CEARÁ CONSEGUE SAIR DA ESTABILIDADE O comércio de móveis cearense também apresenta sinais positivos, embora em intensidade muito inferior à pernambucana. Em agosto, tanto o volume quanto a receita nominal cresceram 3,9% na comparação anual. O resultado representa uma aceleração diante de julho, quando os avanços foram de 1% no volume e 2,1% no faturamento. No acumulado de janeiro a agosto, o Ceará registra crescimento de apenas 0,2% no volume e 0,3% na receita nominal. Apesar de modestos, os indicadores mostram uma mudança importante: o mercado cearense conseguiu reverter as pequenas perdas que ainda apareciam no acumulado até julho. A continuidade desse movimento será determinante para consolidar a recuperação. BAHIA AINDA NÃO RECUPERA AS PERDAS A Bahia apresenta a situação mais delicada entre os três estados analisados. Em agosto, o volume de vendas cresceu apenas 0,2%, enquanto a receita nominal avançou 1,6%. O resultado mensal positivo, entretanto, não foi suficiente para reverter o desempenho acumulado. Entre janeiro e agosto, o volume comercializado caiu 0,9% e a receita nominal recuou 1,9%. Há, contudo, uma melhora gradual. Até julho, as perdas acumuladas eram de 1,1% no volume e 2,4% na receita. Os dados de agosto reduziram essas retrações, mas ainda não permitem caracterizar uma recuperação consolidada. NORDESTE MOSTRA REALIDADES DIFERENTES A comparação dos resultados revela que não existe um comportamento uniforme do varejo de móveis nos três mercados nordestinos pesquisados. Pernambuco cresce em ritmo elevado, o Ceará começa a apresentar resultados acumulados positivos e a Bahia procura recuperar o terreno perdido. Os três, porém, apresentam desempenho em volume superior à média brasileira tanto em agosto quanto no acumulado do ano. Para a indústria moveleira, especialmente os fabricantes que abastecem esses mercados, os números ajudam a identificar diferenças na evolução da demanda regional. O destaque de Pernambuco é ainda mais significativo diante da retração nacional. Entretanto, a distância entre os indicadores estaduais também recomenda cautela: o crescimento de um mercado não significa necessariamente recuperação generalizada do consumo de móveis no Nordeste. Com quatro meses restantes para encerrar 2026, os próximos resultados do IBGE permitirão avaliar se Pernambuco sustentará sua expansão, se o Ceará consolidará a recuperação e se a Bahia conseguirá terminar o ano com crescimento efetivo das vendas.

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