22 moveisdevalor.com.br Produção de móveis despenca em 2026 A indústria brasileira de móveis iniciou 2026 em retração. De acordo com dados da Pesquisa Industrial Mensal (PIM-PF/IBGE), o setor acumula queda de -7,5% no primeiro bimestre do ano, sinalizando um cenário ainda desafiador para fabricantes em todo o país. O resultado reforça a leitura de que o segmento atravessa um período de ajuste, após oscilações de demanda e pressão sobre estoques ao longo dos últimos meses. DESEMPENHO DESIGUAL ENTRE OS ESTADOS O recorte regional evidencia um comportamento heterogêneo entre os principais polos moveleiros do Sul do país, com diferenças importantes de intensidade na queda que no Paraná foi de -4,7%, Rio Grande do Sul -2,1% e Santa Catarina recuou -22,6%, o maior tombo desde que o IBGE começou a divulgar os números da indústria catarinense, muito acima da média nacional. A desaceleração mais intensa da atividade industrial, possivelmente está associada a fatores como, maior exposição a mercados externos, desaceleração em segmentos específicos, e ajustes mais bruscos na produção. A magnitude da queda sugere um movimento mais profundo do que um simples ajuste pontual, o que coloca o estado no centro das atenções neste início de ano. PR E RS MOSTRAM MAIOR RESILIÊNCIA Por outro lado, Paraná e Rio Grande do Sul apresentam resultados menos negativos, indicando maior estabilidade operacional no período. No caso do Rio Grande do Sul, a retração de -2,1% aponta para um cenário de menor volatilidade, enquanto o Paraná mantém um desempenho intermediário, ainda impactado, mas sem perdas tão acentuadas. Apesar do resultado negativo, o movimento não caracteriza uma crise estrutural, mas sim um processo de acomodação da indústria, marcado por desaceleração do ritmo produtivo, reequilíbrio de estoques ao longo da cadeia, e demanda ainda irregular no varejo. Esse cenário é típico de transição de ciclo, em que a indústria reduz intensidade para alinhar produção ao consumo real. PERSPECTIVA DE RECUPERAÇÃO GRADUAL A leitura para os próximos meses é de uma retomada lenta e desigual. O desempenho regional já indica que a recuperação não será homogênea, e fatores como posicionamento de mercado, mix de produtos e exposição a diferentes canais tendem a influenciar diretamente os resultados. Para a indústria, o desafio será equilibrar produção, manter competitividade e capturar eventuais sinais de retomada da demanda sem gerar novos desequilíbrios. INDÚSTRIA DESEMPENHO NEGATIVO EXPÕE AJUSTE DA INDÚSTRIA E TOMBO DE MAIS DE 20% EM SANTA CATARINA PRESSIONADO PELO FATOR EXPORTAÇÃO
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