Móveis de Valor - Edição 255

30 moveisdevalor.com.br Durante décadas, a sucessão nas empresas familiares foi tratada como algo natural. O fundador constrói, o filho assume, e o negócio segue. Simples assim. Ou, pelo menos, era o que se imaginava. Na prática, não é. O setor moveleiro, altamente pulverizado e formado majoritariamente por empresas familiares, vive hoje um dos seus momentos mais delicados: a transição entre gerações. E o problema não está na falta de sucessores. Está na forma como eles são preparados - ou, na maioria dos casos, não são. A experiência recente do varejo norte-americano mostra que assumir um negócio familiar é muito mais do que herdar um cargo. Envolve pressão, responsabilidade, conflitos e, principalmente, a necessidade de provar valor todos os dias. No Brasil, porém, ainda prevalece uma visão equivocada: a de que sucessão é um direito automático. HERANÇA NÃO FORMA LÍDERES Um dos erros mais comuns nas empresas brasileiras é confundir continuidade familiar com competência de gestão. Enquanto mercados mais maduros estimulam que a nova geração adquira experiência fora do negócio antes de assumir posições estratégicas, por aqui muitos sucessores entram direto no comando, sem vivência, sem repertório e, muitas vezes, sem legitimidade interna. O resultado é Sucessão não é herança GESTÃO POR QUE A PRÓXIMA GERAÇÃO FALHA, O QUE O BRASIL FAZ DIFERENTE (E PIOR) E COMO PREPARAR LÍDERES DE VERDADE NO SETOR? RESUMINDO: O MAIOR RISCO PARA UMA EMPRESA FAMILIAR NÃO É O MERCADO, NEM A CONCORRÊNCIA – É A SUCESSÃO MALCONDUZIDA Por Ari Bruno Lorandi CEO Móveis de Valor

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