98 moveisdevalor.com.br A evolução das florestas plantadas no Brasil está diretamente ligada a um modelo que combina produtividade, tecnologia e adaptação contínua às demandas industriais. Ao longo das últimas décadas, o setor consolidou uma base altamente eficiente, sustentada por investimentos em pesquisa, melhoramento genético e manejo. “Não é uma questão apenas de clima ou solo. Houve um investimento consistente ao longo de mais de 50 anos, que permitiu elevar significativamente a produtividade”, afirma Carlos Mariotti, gerente de Política Industrial da Ibá (Indústria Brasileira de Árvores). Esse avanço permitiu ampliar a produção sem a necessidade de expansão proporcional de área. Dados de 2024 apontam que a base florestal brasileira ocupa cerca de 17,5 milhões de hectares, com aproximadamente 10 milhões destinados ao cultivo e o restante voltado à conservação COM GANHOS HISTÓRICOS DE PRODUTIVIDADE E PRESSÃO GLOBAL POR COMPETITIVIDADE, SETOR MADEIREIRO AVANÇA EM TECNOLOGIA, CARBONO E AGREGAÇÃO DE VALOR — posicionando o setor como um dos que mais preservam áreas naturais no país. A expansão ocorre majoritariamente sobre áreas já degradadas, reduzindo a pressão sobre florestas nativas. A predominância de espécies como eucalipto e pinus reflete essa lógica de eficiência. Enquanto o eucalipto se destaca pelo ciclo produtivo mais curto e ampla aplicação industrial, o pinus apresenta maior resistência e ciclos mais longos, ampliando seu uso em segmentos específicos. “São espécies que se adaptaram muito bem ao Brasil, e isso foi potencializado por tecnologia e pesquisa de ponta. Hoje conseguimos direcionar a madeira para diferentes aplicações com alto nível de qualidade”, explica Mariotti. No cenário internacional, o Brasil se posiciona como um dos principais players em madeira de base renovável, combinando escala produtiva e competitividade de custos. Esse diferencial Florestas plantadas: eficiência, inovação e valor para a indústria Por João Caetano Guimarães, jornalista
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