Móveis de Valor - Edição 256

30 moveisdevalor.com.br Já modelos mais recentes, como a Sleep Calm, nascem com essa lógica integrada, oferecendo colchões, camas, travesseiros e roupa de cama dentro de um mesmo ecossistema. Ou seja: o movimento existe, mas ainda não é dominante no varejo físico tradicional. NO EXTERIOR ISSO JÁ É PADRÃO Fora do Brasil, esse conceito está muito mais consolidado. A Casper, por exemplo, desenvolveu sua estratégia combinando colchões com acessórios e produtos de sono dentro do ponto de venda e de parceiros varejistas. Na Europa, redes como a Hillebrand Liegen + Sitzen operam há anos com um mix completo que inclui: colchões, sistemas de cama, têxteis, poltronas ergonômicas e consultoria personalizada. E gigantes como a IKEA já trabalham naturalmente o sono dentro de um contexto mais amplo de casa e bem-estar, estimulando a compra combinada dentro do showroom. Lá fora, o consumidor já não compra um produto. Compra um ambiente. O IMPACTO NO COMPORTAMENTO DO CONSUMIDOR Esse movimento acompanha uma mudança importante: O consumidor não está mais buscando apenas conforto. Ele busca qualidade de vida, saúde, bem-estar e experiência. E o sono virou uma das principais portas de entrada para isso. E quem entende isso, vende mais do que produto. Vende valor. A loja deixa de ser apenas um local de exposição e passa a ser um espaço de experimentação, um ambiente sensorial, um gerador de desejo. E isso aumenta o tempo de permanência do cliente na loja, mais engajamento e muito mais conversão. Mas, principalmente, abre espaço para venda adicional. O RISCO DE NÃO EVOLUIR Lojas que continuam operando com mix restrito enfrentam três problemas: perdem receita potencial, ficam mais dependentes de preço, e empobrecem a experiência do consumidor. Enquanto isso, quem amplia o mix captura mais valor na mesma visita. O setor colchoeiro sempre foi resiliente. Mas agora enfrenta um novo tipo de desafio. Não basta vender bem o produto principal. É preciso ampliar o território da venda. Porque, no fim das contas, o consumidor não entra em uma loja para comprar um colchão. Ele entra para dormir melhor. E quem entender isso primeiro vai vender mais, e melhor. ESPECIAL COLCHÕES

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