Móveis de Valor - Edição 256

6 moveisdevalor.com.br UM BALANÇO PARA SER ESQUECIDO A Unicasa começou 2026 acumulando sinais preocupantes. Receita em queda, prejuízo maior, margens pressionadas, retração nas exportações e avanço expressivo do endividamento formam um conjunto que acende alerta sobre o ritmo da operação neste início de ano. O dado mais sensível talvez esteja justamente na deterioração financeira. Em apenas 12 meses, a dívida bruta saltou de R$ 85,4 milhões para R$ 133,1 milhões. Mesmo mantendo investimentos e reforçando sua estrutura comercial, a companhia entra em 2026 diante de um cenário que exige atenção redobrada, principalmente em um mercado que continua pressionado tanto no varejo quanto nas exportações. ACREDITE, OS BRASILEIROS ESTÃO OTIMISTAS PARA O FUTURO Mesmo diante de inflação, juros elevados e instabilidade quase permanente, o brasileiro segue entre os povos mais otimistas do mundo. Um estudo global colocou o Brasil na 8ª posição em confiança no futuro, à frente de economias como Estados Unidos, Reino Unido e Japão. Em um planeta cada vez mais ansioso e dividido, o otimismo brasileiro virou quase uma especialidade nacional. NAS COZINHAS SOFISTICADAS SEMPRE FALTA ALGUMA COISA Nas cozinhas de alto padrão, já não basta ter forno inteligente, adega climatizada e ilha gourmet. A nova “necessidade indispensável” da vez é a gaveta aquecida - porque aparentemente servir o prato alguns graus abaixo do ideal virou um drama intolerável nas casas mais sofisticadas. O detalhe é discreto, elegante e perfeito para quem gosta de transformar até o café da manhã em uma experiência digna de restaurante estrelado. SE A CHINA ASSUSTA O G7, IMAGINE O QUE FARÁ NO BRASIL Enquanto Estados Unidos, Europa e países do G7 discutem medidas para conter o avanço industrial da China, o Brasil segue praticamente sem uma política efetiva de proteção para setores como móveis e colchões. Um relatório da Câmara de Comércio dos EUA alerta que a estratégia industrial chinesa já ameaça US$ 650 bilhões em exportações das economias mais desenvolvidas do mundo. Se a China já está pressionando os maiores polos industriais do planeta, imagine o impacto sobre a indústria brasileira, que enfrenta juros elevados, custo de produção alto e baixa competitividade estrutural. O alerta é claro: sem reação coordenada, o País pode assistir a uma invasão ainda maior de produtos importados justamente em segmentos onde gera emprego e renda. Por Ari Bruno Lorandi, CEO da Móveis de Valor Gaveta Aquecida, da De Bacco, design contemporâneo, com abertura push open

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