Móveis de Valor - Edição 256

62 moveisdevalor.com.br Retração aos EUA abre novas perspectivas As exportações de móveis de janeiro a abril desse ano registraram o menor resultado para o período no pós-pandemia, com recuo de 5,1% sobre igual intervalo de 2025, com US$ 276,4 milhões – esse volume fica na média de US$ 266 milhões desde 2020. O que mais impressiona, porém, foram os US$ 31 milhões que os Estados Unidos deixaram de comprar, uma retração de 43% em relação a 2025, a maior queda entre os cinco principais destinos brasileiros e um impacto relevante, por se tratar do principal mercado. A América do Norte teve retração de 32,7% entre janeiro e abril, puxado pelos EUA e Canadá, com -46,3%, enquanto o México registrou aumento de 28,8% sobre 2025, com US$ 16,1 milhões. Esse montante é 5,3 vezes maior ao obtido em 2020. Em termos absolutos, os embarques para o bloco recuaram US$ 28,3 milhões no quadrimestre. Ainda sobre os EUA, Minas Gerais (-19,9%), Paraná (-12,7%), Rio Grande do Sul (-46,3%) e São Paulo (-31,8%) foram os que mais sentiram os efeitos das tarifas norte-americanas. SANTA CATARINA PERDE MAIS Nada se compara a Santa Catarina em termos de perdas: foram US$ 61,7 milhões exportados, uma redução de 52,8%, US$ 29,4 milhões a O BAIXO VOLUME DE PRODUTOS EMBARCADOS NO PRIMEIRO QUADRIMESTRE PARA O MERCADO NORTE-AMERICANO CONTRIBUIU COM O DÉFICIT NA BALANÇA COMERCIAL DO SETOR, O MAIOR DESDE A PANDEMIA DE FRENTE COM OS NÚMEROS Por Guilherme Arruda, jornalista convidado

RkJQdWJsaXNoZXIy MzE5MzYz