Móveis de Valor - Edição 256

75 moveisdevalor.com.br As tarifas continuam sendo um dos maiores desafios para os fabricantes chineses. Em algumas categorias, as taxas aplicadas pelos EUA permaneceram acima de 50% ao longo de 2025, acelerando o movimento conhecido como “China + 1”, no qual empresas transferem parte da produção para outros países asiáticos para reduzir riscos comerciais e logísticos. Diante desse novo cenário, grandes fabricantes chineses aceleraram estratégias de internacionalização. O objetivo deixou de ser apenas exportar a partir da China e passou a incluir produção local, distribuição regional e presença direta nos mercados consumidores. Um dos casos mais emblemáticos foi o da Man Wah Holdings, que adquiriu as fabricantes Southern Motion e Fusion Furniture para ampliar sua estrutura industrial nos Estados Unidos. Ao mesmo tempo, ganha força entre os fabricantes chineses o chamado modelo de “expansão distribuída”. Nele, a China mantém internamente operações de maior valor agregado, como pesquisa, desenvolvimento, automação e fabricação de móveis inteligentes, enquanto unidades internacionais assumem montagem, distribuição e abastecimento regional. A expansão global também avançou no varejo e na construção de marcas próprias. Empresas chinesas vêm abrindo lojas, centros de experiência e operações comerciais em mercados estratégicos da América Latina, Oriente Médio e África. Em 2025, a LINSY ampliou presença no Panamá e em Trinidad e Tobago, enquanto a Sunon inaugurou um centro premium em Riade. Já a Anji Chair Industry abriu centros de marketing em Dubai e Johannesburgo para fortalecer acesso direto aos consumidores internacionais. Outro movimento importante é o abandono gradual do modelo OEM - no qual a China apenas produz para marcas globais - em direção à construção de marcas próprias. O foco agora está em design, posicionamento internacional, diferenciação e relacionamento direto com o consumidor. China concentra atividades de maior valor agregado, incluindo mobiliário inteligente e novos materiais 1. Produção global descentralizada 2. Expansão industrial fora da China 3. Crescimento das marcas próprias 4. Integração com e-commerce 5. Pressão por sustentabilidade CINCO MOVIMENTOS QUE REDEFINEM A INDÚSTRIA CHINESA

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