Móveis de Valor - Edição 258

114moveisdevalor.com.br Jovens criam negócio milionário ao reformarem móveis escolares Transformar um problema ambiental em uma oportunidade de negócios. Foi exatamente isso que fizeram duas jovens de 26 anos ao perceberem que milhares de móveis escolares ainda em condições de uso eram descartados todos os anos por escolas públicas e privadas. A partir dessa constatação, Laura Camargos, biotecnologista, e Izabela Bazo, formada em Serviço Social, criaram a Reescola, empresa especializada em logística reversa de mobiliário escolar que recupera, reindustrializa e recoloca esses produtos no mercado a preços mais acessíveis. O modelo rapidamente se consolidou e, em 2025, alcançou faturamento de R$ 1,7 milhão, demonstrando que sustentabilidade, inovação e economia circular podem caminhar juntas. O empreendimento começou de forma modesta, em um espaço de apenas 20 metros quadrados, onde a primeira mesa de professor foi restaurada. Poucos anos depois, a empresa opera em uma estrutura de 2.500 metros quadrados, em Franca (SP), emprega 12 colaboradores e já forneceu mobiliário reindustrializado para mais de 300 escolas. Impulsionado pela crescente demanda e pela repercussão nas redes sociais, o negócio tornou-se um exemplo de como a logística reversa pode gerar valor econômico ao mesmo tempo em que reduz desperdícios e prolonga o ciclo de vida dos produtos. As sócias trabalham atualmente com um modelo específico de móvel, o padrão FNDE, que é o usado nas escolas públicas de todo o Brasil, com isso elas conseguem fazer as reformas e vender os produtos revitalizados para escolas particulares e públicas. “Esse é um modelo padrão que agrada todas as escolas. Ele é composto por uma mesa com tampo de MDF e cadeiras com assento e en Empresa transforma carteiras escolares usadas em mobiliário revitalizado, unindo sustentabilidade, economia e um modelo de negócio que já faturou R$ 1,7 milhão. Com foco na logística reversa, startup reaproveita, reduz resíduos e prepara expansão através de franquias Por Natalia Concentino, jornalista ESG

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