116moveisdevalor.com.br costo em plástico, além das estruturas metálicas”, explica Laura Camargos, CEO da Reescola. Vale ressaltar que no caso desse padrão de carteiras escolares, cada cor representa um tamanho, que vai desde a pré-escola até o ensino médio. O processo, quase que inteiramente artesanal, para a reforma desses móveis envolve a recuperação da parte metálica. “A gente lixa, remove a pintura e depois pinta novamente, aí são feitos novos tampos de MDF dentro da nossa própria estrutura, e colocamos também novos assentos e encostos nas cadeiras. Os plásticos antigos são recolhidos por sucatarias parceiras para reaproveitamento e a madeira é corretamente descartada”, afirma Laura. Muito do sucesso da Reescola vem desse Laura Camargos e Izabela Bazo, sócias da Reescola A Reescola já atendeu mais de 300 escolas públicas e privadas de todo o Brasil perfil de sustentabilidade, mas também do viés econômico, já que comprar móveis reformados é mais barato do que adquirir móveis novos e gera menos lixo. “Com esse modelo, podemos atingir redes de ensino grandes e pequenas. Digamos que encontramos um subnicho que ainda não era explorado e chamamos a atenção de escolas por todo o país”, comenta a CEO, acrescentando que seu projeto ajudou a “economizar” 14 toneladas de CO2, se levar em consideração a produção de móveis escolares novos para todos os clientes que adquiriram os reformados. Com a operação consolidada, o próximo passo da Reescola é ampliar sua presença nacional por meio de um modelo de franquias. A proposta prevê a implantação de microfábricas especializadas na recuperação e reindustrialização de mobiliário escolar, com investimento inicial de R$ 25 mil. Segundo Laura Camargos, os franqueados receberão treinamento completo tanto para os processos de reforma quanto para a estruturação da cadeia de fornecimento, incluindo parcerias com sucatarias e centros de coleta. A expansão, no entanto, esbarra em um desafio que a empresa compartilha com praticamente toda a indústria moveleira brasileira: a escassez de mão de obra qualificada. Embora conte com equipamentos e processos padronizados, a Reescola depende de profissionais treinados para executar etapas que ainda exigem conhecimento técnico e acabamento manual. Para Laura, justamente por essa razão o sistema de franquias pode acelerar o crescimento do negócio sem comprometer a qualidade dos produtos e dos serviços. Mais do que um caso de empreendedorismo, a trajetória da Reescola evidencia como a economia circular pode deixar de ser apenas um conceito ambiental para se transformar em um modelo de negócio economicamente viável. Ao prolongar a vida útil de móveis que seriam descartados, a empresa reduz resíduos, gera valor para escolas e cria uma nova cadeia de oportunidades baseada na reindustrialização. Em um momento em que sustentabilidade e eficiência passam a caminhar lado a lado, iniciativas como essa mostram que o futuro da indústria moveleira poderá depender menos da produção de novos produtos e cada vez mais da capacidade de reinventar os que já existem. ESG
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