46 moveisdevalor.com.br MERCADO Externo Domínio chinês e proteção americana pressionam polos exportadores do País As exportações de móveis somaram US$ 414,5 milhões no fechamento dos primeiros seis meses do ano, queda de 5,3% sobre igual período do ano passado enquanto as importações avançaram 20,6%, para US$ 546,5 milhões ante US$ 453 milhões. Mais do que gerar um déficit de US$ 131,9 milhões, porém, é importante notar que as receitas com compras externas já alcançaram 57,2% do total obtido em 12 meses de 2025: são 10 pontos percentuais acima de igual período do ano anterior. O volume de peças negociadas mostra ritmos bem diferentes para as exportações e importações de móveis. Enquanto as vendas ao exterior subiram discretos 2,5% no semestre, somando 8,2 milhões de unidades, as compras de fora saltaram 69% e chegaram a 1,7 milhão. Essa velocidade fica clara nos resultados acumulados: em seis meses, o país já importou o equivalente a 78% de todo o volume de 2025, enquanto as exportações atingiram 51% do total do ano passado. No ranking dos dez principais polos importadores nenhuma surpresa em relação ao polo de Santa Catarina, a não ser o fato de multiplicar por 2,5 vezes o volume de unidades importadas Com aumento de 20,6% nas compras externas e um tombo de 40,6% nas exportações para os Estados Unidos, balança comercial do setor fecha o semestre com déficit de US$ 131,9 milhões. Mas os vizinhos sul-americanos não decepcionaram: Uruguai, Colômbia e Bolívia deram fôlego aos produtos brasileiros, impulsionados ainda pelo avanço meteórico do mercado peruano Por Guilherme Arruda, jornalista convidado
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