96 moveisdevalor.com.br pendência de cada origem e quais são os prazos reais de reposição. Também é importante identificar produtos mais expostos. Um colchão integralmente produzido com espuma enfrenta um risco diferente de um modelo híbrido com núcleo de molas. Da mesma forma, um sofá com grandes volumes de espuma e construção complexa pode sofrer mais com aumentos do insumo do que uma peça projetada com melhor aproveitamento de materiais. Essa análise permite estabelecer estoques de segurança por criticidade, e não apenas aumentar indiscriminadamente todas as compras. SUBSTITUIR MATERIAIS EXIGE ENGENHARIA, NÃO IMPROVISO A discussão internacional tem estimulado a procura por alternativas capazes de reduzir a dependência da espuma petroquímica. Entre as possibilidades estão fibras de poliéster reciclado, látex, fibras naturais, fibra de coco, mantas técnicas e construções híbridas que combinam molas, espumas e outros materiais. Para colchões, estruturas com maior participação de molejos podem reduzir o volume de espuma sem necessariamente comprometer conforto e desempenho. Em estofados, projetos que racionalizam espessuras, densidades e formatos também podem diminuir perdas e melhorar o aproveitamento. Mas é preciso evitar uma leitura simplista. Nem todo material alternativo substitui a espuma com a mesma eficiência, custo, sensação de conforto ou durabilidade. Látex natural, fibras especiais e componentes importados também possuem suas próprias cadeias de risco. Alguns podem custar mais, exigir novos equipamentos ou alterar completamente a proposta comercial do produto. Além disso, no mercado brasileiro de colchões, qualquer modificação relevante precisa respeitar as normas técnicas, os requisitos de conformidade e as características declaradas ao consumidor. Colchões de espuma flexível de poliuretano estão submetidos ao programa de DOSSIÊ Crise da espuma
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