Móveis de Valor - Edição 259

90 moveisdevalor.com.br Moveleiros buscam novos mercados e reforçam destinos tradicionais Desde julho de 2025 o tabuleiro global das exportações brasileiras de móveis vem se movendo pouco a pouco. O objetivo é tentar encontrar alternativas para minimizar os efeitos das sanções econômicas impostas pelo governo Trump, cujos efeitos geram prejuízos para os polos, especialmente aqueles com forte vínculo com o mercado americano. Até julho desse ano foram cerca de US$ 100 milhões de negócios a menos – é a metade do total exportado em todo ano de 2025. A participação de São Bento do Sul (SC) encolheu de 18,7% para 10,4% entre julho/2025 e julho/2026. Em julho desse ano apareceu atrás de Caçador e Rio Negro, também em SC. Embora ainda não haja sinais suficientemente claros e consistentes no horizonte de curto prazo, o certo é que está em curso um intenso trabalho de prospecção por novos mercados, além de uma reaproximação com antigos parceiros e o fortalecimento de vínculos em países com longa tradição. Ainda que sejam alianças que demandam um certo tempo, alguns acordos apontam que a estratégia começa a dar resultados, tímidos, é verdade, mas animadores. A América do Sul aparece como opção natural. Teve aumento de 15,7% de janeiro a julho deste ano sobre igual período de 2025, com US$ 249,9 A dependência norte-americana já não é a mesma de um ano atrás para polos moveleiros que buscam alternativas para compensar perdas pelas sanções econômicas. A América do Sul é o destino natural no redirecionamento das exportações, mas novas frentes não se concluem em um ciclo; exige paciência diplomática e constância estratégica EXPORTAÇÃO Por Guilherme Arruda, jornalista convidado

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