107 moveisdevalor.com.br Pensando por esse lado da conexão, questionamos se as pessoas estão mais nostálgicas e sentindo falta do hábito de carregar móveis por gerações dentro de uma mesma família. “Talvez estejamos sentindo falta não necessariamente do passado, mas da relação que tínhamos com os objetos. Existia um tempo em que um móvel carregava histórias: era a mesa da avó, a poltrona dos pais, a peça que mudava de casa, tudo era restaurado e seguia para uma nova geração. Em 2026, em meio a tanta velocidade e descartabilidade, voltar a pensar dessa maneira me parece extremamente contemporâneo”, avalia. Linda diz que isso não significa reproduzir o passado, mas recuperar a ideia de valor e permanência. “Eu gosto muito de pensar que o verdadeiro luxo talvez seja justamente aquilo que não precisa ser substituído. Uma peça que envelhece com você, acumula histórias e, um dia, pode continuar a história em outra geração. Para mim, essa é uma das formas mais bonitas de sustentabilidade!”, completa. Como essa coleção foi feita para atravessar anos de uso, a escolha dos materiais foi fundamental. “Trabalhamos com uma paleta muito ligada à materialidade, com madeira, tecidos com textura, metais e acabamentos que têm uma presença sofisticada, mas não dependem de um modismo específico. Eu gosto muito de materiais que envelhecem bem, que têm textura, que podem ganhar marcas e até uma certa pátina ao longo do tempo. Existe uma beleza nisso”, explica. AS PEÇAS QUE COMPÕEM A COLEÇÃO No Sofá Alvorada, a base formada por arcos em madeira laminada remete a elementos recorrentes da arquitetura modernista e sustenta um assento amplo e confortável. “Para uma peça atravessar o tempo visualmente, ela precisa também atravessar o tempo fisicamente”. Linda Martins, designer Sofá Alvorada
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