34 moveisdevalor.com.br falar muito sobre qualidade, materiais e nem sobre as tendências”, pontua. E essa observação faz sentido, pois 48,8% das pessoas afirmaram que os vendedores conseguem, na maioria das vezes, explicar adequadamente as características dos produtos, enquanto apenas 6,3% entendem que isso acontece raramente. São justamente explicações sobre qualidade e durabilidade que a maioria das pessoas quer ouvir dos vendedores, segundo os pesquisados, já que esse item foi selecionado por 71,3%, seguido pelas medidas (57,5%), prazo de entrega e materiais utilizados, ambos com 48,8% dos cliques. “O vendedor precisa fazer a leitura do cliente” Vanessa Benato, farmacêutica e moradora de São Paulo (SP) O QUE OS CONSUMIDORES ESPERAM DAS LOJAS FÍSICAS Outra questão que os respondentes podiam selecionar até cinco itens perguntava o que eles esperam encontrar ao entrarem em uma loja física. O item mais escolhido (com 66,3% dos votos) foi produtos bem expostos, seguido de preços visíveis (58,8%) e ambientes montados que ajudem a visualizar o móvel na casa (57,7%). Outros dois aspectos que quisemos analisar foi a influência de outros serviços ofertados pela loja para o fechamento da compra. Colocamos alguns itens para serem votados e demos a opção para os respondentes de selecionarem até cinco deles, a partir daí percebemos que 71,3% escolheram entrega rápida, 70% montagem gratuita, 66,3% frete grátis, 50% assistência pós-venda e 47,5% facilidade de pagamento. Aproveitamos também para entender o que faria esse consumidor optar por fazer mais compras online em contrapartida à essa preferência pelas lojas físicas e entendemos que o preço continua sendo um fator crucial, pois 61,3% das pessoas o assinalaram, seguido por fotos e vídeos mais detalhados (45%), avaliações de consumidores (41,3%) e frete mais barato (37,5%). FASES DA VIDA INFLUENCIAM AS COMPRAS As prioridades mudam ao longo da vida, e a maneira de escolher móveis muda junto. Renda, tipo de moradia, composição da família e experiências anteriores ajudam a definir o que o consumidor valoriza em cada momento, do preço e da possibilidade de trocar com frequência à qualidade, funcionalidade e durabilidade. Ana Paula Rodrigues Morais percebe claramente essa mudança quando compara suas escolhas atuais com as do início dos anos 2000, quando se casou. Naquela época, comprava em lojas mais populares, preocupava-se pouco com as medidas – “dava um jeito” de encaixar os móveis em casa – e gostava de substituí-los com frequência. “Eu gostava de ir comprando, não sabia exatamente como combinar esses produtos e pensava que jamais compraria móveis VAREJO
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