Móveis de Valor - Edição 260

64 moveisdevalor.com.br cabem no orçamento, no espaço disponível ou mesmo na rotina das famílias. Para a indústria, o desafio está menos em reproduzir cada novidade e mais em identificar o que realmente atrai o consumidor nessas propostas – autonomia para a criança, praticidade, organização, segurança ou melhor aproveitamento do espaço – e traduzir esses benefícios em produtos acessíveis ao mercado. DA PESQUISA À COMPRA Essa transformação também aparece na maneira como as famílias pesquisam e compram móveis infantis. Segundo Escrivano, os canais digitais e físicos assumem funções diferentes, mas complementares. A internet ajuda a buscar referências, conhecer soluções e comparar modelos e preços. Já na loja, o consumidor pode conferir acabamento, dimensões, funcionamento e outros aspectos difíceis de avaliar apenas pela tela. Nesse percurso, não basta mostrar um ambiente bonito. A apresentação do produto precisa responder às dúvidas práticas de quem compra. “Mostrar quanto cabe nas gavetas, como o móvel pode ser limpo, quais são suas medidas e como ele pode ser adaptado dá elementos concretos para a decisão. A estética tem seu papel, mas é importante explicar como aquela escolha vai funcionar no dia a dia”, afirma. Essa lógica ganha ainda mais importância em um mercado pressionado pela menor natalidade e pela cautela das famílias com os gastos. Se há menos crianças nascendo, acompanhar por mais tempo aquelas que já estão no mercado consumidor passa a ser uma oportunidade importante para fabricantes e varejistas. Isso significa pensar além do berço e do primeiro quarto. À medida que a criança cresce, mudam suas necessidades de armazenamento, estudo, organização e uso do espaço. Para o setor, compreender essas diferentes fases pode abrir novas oportunidades de venda – desde que os produtos acompanhem a evolução da criança e, principalmente, continuem fazendo sentido para a realidade das famílias. ESPECIAL A apresentação do produto precisa responder às dúvidas práticas de quem compra Mais importante do que seguir uma tendência, portanto, é entender a necessidade que está por trás dela. Uma estante na altura da criança, um espaço acessível para guardar brinquedos ou um armário que permita alcançar as próprias roupas podem estimular sua participação na rotina sem exigir, necessariamente, um móvel personalizado. Ao mesmo tempo que multiplica referências, a internet também pode criar expectativas que nem sempre

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