79 moveisdevalor.com.br tornou ponto de encontro para representantes da indústria de colchões. Segundo o diretor Carlos Lorenceto, representantes das principais indústrias do País visitaram o estande, que também abriu espaço para a Abicol – Associação Brasileira da Indústria de Colchões. O destaque da participação esteve na combinação entre negócios, sustentabilidade e fortalecimento da atuação no segmento de colchões. Há mais de 20 anos, a empresa transforma garrafas PET em PET micronizado, utilizado como matéria-prima para a produção de espumas flexíveis de poliuretano. A Micropet informa que já retirou mais de 95 milhões de garrafas PET do meio ambiente. “Hoje o PET micronizado MP 05 e MP 20 já é utilizado como aditivo na formulação de espumas flexíveis de poliuretano, especialmente para colchões, por diversas indústrias no Brasil e países da América do Sul”, afirma Lorenceto. Segundo o executivo, o MP 20 possui granulometria entre 100 e 120 mesh e foi desenvolvido para utilização em máquinas contínuas e caixotes, permitindo aumentar a quantidade de PET na formulação. “Essa tecnologia pode proporcionar economia de 4% a 12% nas formulações de espuma de PU”, acrescenta. A presença da Micropet evidencia uma das tendências que ganharam espaço no evento: o desenvolvimento de matérias-primas que, além de contribuir para o desempenho e a competitividade industrial, também incorporam conceitos de economia circular à produção de colchões. DEBATE CHEGA AO PÓS-CONSUMO Na área de palestras, a Abicol participou do Painel de Espumas Flexíveis com a apresentação do tema “Logística reversa na prática: quem recolhe, quem paga e quem transforma?”. O debate, conduzido pela diretora executiva Adriana Pieirini, tratou especificamente dos colchões pós-consumo e dos desafios econômicos, tecnológicos e regulatórios para retirar esses produtos do descarte inadeEstande Micropet, na Feiplar & Feipur quado, recuperar materiais e reinseri- -los em novos ciclos produtivos. A discussão amplia o olhar sobre a cadeia. Se, de um lado, fabricantes e fornecedores buscam novas matérias-primas e tecnologias para tornar a produção de colchões mais eficiente, de outro, cresce a necessidade de encontrar soluções para o produto depois de cumprida sua vida útil. Assim, a Feiplar & Feipur 2026 mostrou que o futuro da indústria de colchões passa não apenas pela evolução das espumas e dos processos produtivos, mas também pela capacidade de conciliar desempenho, competitividade, abastecimento e sustentabilidade ao longo de toda a cadeia. Adriana Pierini, diretora executiva da Abicol, durante palestra na Feiplar & Feipur
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