Móveis de Valor - Edição 261

44 moveisdevalor.com.br Indústria moveleira considera instalar unidades de produção no Paraguai A relação entre Brasil e Paraguai ganha um novo capítulo passados 170 anos do fim das tensões geopolíticas. Motivados por vantagens fiscais sedutoras, empresas brasileiras vêm avançando de forma gradual para o outro lado da fronteira. Dados do Ministério da Indústria e Comércio (MIC) do Paraguai e do Conselho Nacional de Indústrias Maquiladoras de Exportação (SE-CNIME) mostram que existem mais de 320 indústrias operando sob o “regime de Maquila”, sendo 70% de capital brasileiro. Esse impulso ganhou forte tração a partir dos anos 2000, com a Lei da Indústria Maquiladora de Exportação, ou Lei Maquila, inspirado em modelos parecidos adotados no México e em países da América Central. Instituída oficialmente em 1997, é a combinação de regime tributário simplificado, baixo custo trabalhista e energia elétrica barata. Esse modelo tem motivado investimentos de vários países, além do Brasil, como Argentina, Uruguai, Estados Unidos, Alemanha e Taiwan, entre outros. O regime Maquila permite que companhias estrangeiras instalem unidades, importem insumos, matérias-primas, máquinas ou componentes, realizem a transformação, montagem, reparo, acabamento, agreguem mão de obra e outros recursos locais e, na sequência, exportem. Pagam tributo único de 1% sobre o valor agregado em território paraguaio, contam com suspensão ou isenção de tributos sobre importação temporária de insumos e equipamentos País se converteu em uma plataforma de produção, já atraiu mais de 200 indústrias brasileiras oferecendo impostos baixos, energia competitiva e mão de obra mais barata. Fenômeno revela uma mudança no mapa competitivo regional, mas requer atenção em pontos importantes MERCADO Por Guilherme Arruda, jornalista convidado

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