74 moveisdevalor.com.br Quando o mobiliário também faz parte da experiência sonora Durante décadas, a televisão ocupou o centro dos ambientes de entretenimento doméstico. Agora, projetos residenciais de alto padrão voltam a reservar espaço para ouvir música com atenção. Salas de audição, presentes em projetos internacionais, integram tratamento acústico, marcenaria e equipamentos de som desde a concepção. Para a indústria moveleira, a tendência abre oportunidades para desenvolver produtos que combinem estética, conforto e contribuição à experiência sonora. O interesse pela experiência física da música ajuda a explicar esse movimento. Segundo a Pro-Música, as vendas de formatos físicos cresceram 31,5% no Brasil em 2024, e o vinil respondeu por 76,7% do faturamento do segmento. Os números apontam para consumidores que valorizam também o objeto, a coleção e o momento dedicado à audição. Nos interiores, esse hábito exige soluções práticas: guardar discos, acomodar equipamentos e organizar assentos. A acústica entra nessa equação, aproximando arquitetura, design e mobiliário. SILÊNCIO NÃO É SINÔNIMO DE BOA ACÚSTICA Isolar uma sala do barulho externo não significa garantir boa reprodução musical. O ambiente pode ser silencioso e, ainda assim, apresentar reverberação excessiva. “Para criar uma condição acústica favorável devemos pensar em um tempo de reverberação adequado para a função do esA busca por ambientes acusticamente confortáveis aproxima arquitetura, design e indústria moveleira. Mobiliário e revestimentos podem contribuir para a qualidade sonora e ampliar o desenvolvimento de produtos voltados à experiência musical dentro de casa TENDÊNCIAS Por João Caetano Guimarães, jornalista
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