MV Norte & Nordeste

47 turamento dos últimos dois anos, vemos que as empresas premiadas pela GPTW como melhores para se trabalhar tiveram um crescimento médio de 9,6% - um número 159% maior que o aumento de 3,7% do PIB entre o primeiro semestre de 2022 e o de 2023”. Segundo estudos da GPTW, um excelente lugar para trabalhar é aquele onde os colaboradores se sentem seguros, confiam na liderança e sentem orgulho do trabalho que realizam. “Negligenciar os riscos sociais internos pode representar uma ameaça silenciosa, corroendo a lucratividade e a sustentabilidade no longo prazo. As condições de trabalho e o bem-estar dos colaboradores são fatores intrinsecamente ligados ao desempenho financeiro, e ignorá-los pode gerar custos significativos”, avisa a especialista. Débora explica que um dos principais riscos sociais internos que afetam a lucratividade das empresas reside no aumento dos custos operacionais, ou seja, aqui estamos falando sobre acidentes de trabalho, por exemplo. “Esses são eventos que extrapolam a esfera da segurança física do colaborador, reverberando diretamente nas finanças da empresa. Os custos com indenizações, afastamentos médicos, seguros e até potenciais litígios podem onerar significativamente o orçamento. Além disso, a interrupção da produção decorrente de um acidente compromete prazos de entrega, afeta a capacidade produtiva e, consequentemente, o faturamento”, justifica. Consequentemente, as doenças ocupacionais também representam um fardo financeiro considerável, de acordo com a especialista. Débora diz que condições de trabalho inadequadas, como a exposição a poeira de madeira sem a devida proteção, posturas ergonômicas incorretas e ruído excessivo, podem levar ao desenvolvimento de doenças respiratórias, musculoesqueléticas e auditivas. “O tratamento dessas condições gera custos com assistência médica, afastamentos prolongados e potenciais indenizações, minando a saúde financeira da empresa e impactando a disponibilidade de mão de obra qualificada”, aponta. Outro ponto a ser observado é o absenteísmo, ou a ausência frequente dos funcionários ao trabalho, uma consequência direta da negligência dos riscos sociais internos. “Funcionários insatisfeitos, estressados ou com problemas de saúde relacionados ao trabalho tendem a faltar mais, seja por motivos reais ou para expressar seu descontentamento. O absenteísmo desorganiza a produção, sobrecarrega os demais colaboradores e compromete o cumprimento de prazos, impactando negativamente a capacidade produtiva”, comenta Débora. A especialista em ESG também acredita que a rotatividade de funcionários pode estar ligada a tudo isso que foi mencionado. A ausência de Débora Irie, especialista em ESG, partner da GPTW e consultora de ESG do Impulso O bem-estar dos colaboradores é fundamental para que a empresa tenha maior lucratividade uma comunicação clara sobre atribuição de funções, alinhamento de expectativas e a falta de reconhecimento e oportunidades de crescimento contribuem para a insatisfação dos colaboradores. Se eles se sentirem desmotivados, são menos produtivos, cometem mais erros e entregam produtos de qualidade inferior, o que afeta a eficiência geral da produção e pode acarretar a insatisfação dos clientes. “Uma empresa que demonstra compromisso com o desenvolvimento local, que investe em educação, saúde e outras iniciativas de impacto social, constrói uma

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