MV Norte & Nordeste

24 MÓVEIS DE VALOR NORTE E NORDESTE ONDE ESTÁ O MAIOR POTENCIAL DE CONSUMO DE MÓVEIS crescimento do setor no segundo semestre pode não vir apenas das capitais, mas dessas cidades intermediárias que concentram expansão do consumo popular. O QUE ISSO SINALIZA PARA INDÚSTRIA E VAREJO O radar regional aponta uma possível combinação muito relevante para móveis e colchões no segundo semestre: consumidor ainda pressionado, mas voltando ao crédito; forte dependência de parcelamento; grande participação das classes populares; sazonalidade positiva do segundo semestre; crescimento do varejo digital e expansão das cidades médias. Isso pode favorecer operações com crediário competitivo, mix de móveis voltado à classe C, logística regional mais eficiente, comunicação popular mais assertiva e integração entre físico e digital. Os dados do Mapa de Mercado 2026 – pesquisa de consumo do Instituto Impulso – ajudam a explicar por que o Nordeste continua sendo estratégico para a indústria moveleira, mesmo em um cenário momentâneo de desaceleração do varejo. O levantamento mostra que a região concentra alguns dos maiores mercados consumidores de móveis e artigos do lar do país, especialmente em capitais e cidades médias com forte presença das classes C2 e D/E, justamente o público mais dependente de crédito, parcelamento e programas de reorganização financeira. O que chama atenção é que, em muitas cidades nordestinas, as classes de menor renda representam entre 40% e mais de 50% de todo o potencial de consumo de mobiliário. Isso significa que qualquer melhora no acesso ao crédito pode gerar impacto direto e relativamente rápido sobre as vendas do setor. Dados do IPC Maps mostram ainda um aspecto extremamente relevante: boa parte desse consumo está concentrada nas classes C2 e D/E, reforçando a forte dependência regional de crédito e parcelamento. ONDE CLASSES POPULARES TÊM MAIOR PESO Em algumas cidades, o consumo das faixas C2 e D/E já representa praticamente metade de todo o mercado de móveis e artigos do lar. Os destaques são: Vitória da Conquista (BA) 51,5%; Rio Branco (AC) 49,4%; Feira de Santana (BA) 49,2%; Jaboatão dos Guararapes (PE) 48,4% e Maceió (AL) 47,5%. Isso ajuda a explicar por que programas como o Desenrola 2.0 podem ter impacto desproporcionalmente positivo nessas regiões. Veja ao final o infográfico mostrando em números o que é o “Brasil de Cima” em relação ao potencial de consumo de móveis. O NOVO VETOR DO SETOR PODE VIR DAS CIDADES MÉDIAS Outro ponto importante do levantamento é o fortalecimento das cidades médias nordestinas. Municípios como: Feira de Santana (BA), Vitória da Conquista (BA), Caruaru (PE), Campina Grande (PB), Mossoró (RN) e Imperatriz (MA) passam a ganhar relevância estratégica por combinar expansão urbana, maior bancarização, crescimento do varejo regional, menor saturação competitiva e avanço logístico do e-commerce. Na prática, parte importante do

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