MV Norte & Nordeste

44 MÓVEIS DE VALOR NORTE E NORDESTE de móveis que entrava em Sergipe, 10% era ele que vendia. E por que Super Rei dos Colchões? Foi pura demonstração de respeito aos seus clientes, fabricantes de móveis. “Hoje, 95% do nosso negócio é móveis”, ressalta. A bagagem acumulada na representação comercial serviu de alicerce em razão do contato com marcas como Moval, Kits Paraná, Colorado, Monte Carlos e Davanco, entre outras, negociando produtos nas cidades de Sergipe e Alagoas. Um dos ensinamentos que adotou nas suas lojas é o de manter estoques suficientes para quatro ou cinco meses. “Só compramos a vista”, faz questão de afirmar. “Temos a maior variedade em móvel de Sergipe”, gaba-se. SEGREDOS DO SUCESSO Outro triunfo que o levou ao sucesso é o de nunca ter se afastado dos consumidores da classe média e isso explica os 30 mil clientes cadastrados. “Oito em cada dez casas de Aracaju tem um produto nosso”, orgulha-se, confidenciando que o seu foco é todo dedicado à sua rede. “Quem se preocupa com os concorrentes perde tempo no seu negócio”, complementa. Ao chegar aos 70 anos de idade continua sendo um empreendedor atento e um negociante nato, que nunca se deixou abater pelas dificuldades. Enriqueceu, é verdade, mas continua simples e acessível. “Tudo que você fizer com amor, carinho e educação, jamais dará errado”, axioma que costuma repetir - recado para as novas gerações. E ainda pontua que os pais não lhe deram um centavo para começar o negócio. Como bom sagitariano, preza a honestidade e a sinceridade. Defende com rigor a venda ética, sem enganar clientes. Nunca fez liquidações ou promoções. É assim que ganha credibilidade. “O mercado não aceita. Nosso cliente já sabe disso”, afirma, se definindo como um lojista que tem conhecimento da indústria, mas nunca quis ser José Laelson Fraga, fundador da rede Super Rei dos Colchões José Laelson Fraga com os filhos, Daniel, Rafael, Amanda e Laís um industrial, apesar dos convites. Recusou todos. “Quem nasceu para produzir não sabe vender”, ensina. Já teve cinco lojas, hoje tem três e não pensa em aumentar. “Deus já me deu mais do que mereço”, agradece. Seu objetivo é manter a empresa na posição de líder de mercado de móveis da linha média. Já foi um contumaz visitante de feiras, para fazer contatos com fornecedores, mas sente que elas estão perdendo sentido. “São mais de 40, é preciso selecionar”, explica. A sucessão está encaminhada. Tem quatro filhos: Daniel, Rafael, Amanda e Laís. A exceção de Laís que mora em São Paulo (é médica), os demais estão na empresa. Amanda e Rafael são gerentes comerciais, Daniel representante de móveis e ajuda nas compras. Laelson fica na parte comercial e a irmã Lucelma no financeiro. “Meus filhos estão bem preparados”, assegura. Como preza a independência, nunca se envolveu com política. Seu mantra é: “Meu negócio é o comércio e a minha paixão é vender móveis”. Não sabe ligar um computador e nem quer saber. Costuma dizer que o computador é a sua cabeça. Intitula-se alguém com capacidade para prever o futuro, mas com pé no chão e que nunca teve um ídolo para seguir. “Minha inspiração sou eu mesmo. Sou fã de mim mesmo”, sentencia. Tem o costume de trabalhar em casa à noite e fazer contato com fornecedores, 70% deles donos ou diretores - mesmo nos finais de semana. “Praticamente, não trabalho de dia, visito lojas. Há 33 anos não vejo o Fantástico”, confessa. Para concluir a entrevista, encerrada por volta das 21 horas, a despedida foi bem ao seu jeito: “Boa noite, mala”, seguida de uma gargalhada contagiante.

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