56 MÓVEIS DE VALOR NORTE E NORDESTE A CHINA PODE REDESENHAR O MERCADO GLOBAL DE MÓVEIS por 42% das importações moveleiras dos EUA, enquanto a participação chinesa caiu para apenas 16%, pressionada pelas tarifas comerciais americanas e pela reorganização das cadeias produtivas globais. As tarifas continuam sendo um dos maiores desafios para os fabricantes chineses. Em algumas categorias, as taxas aplicadas pelos EUA permaneceram acima de 50% ao longo de 2025, acelerando o movimento conhecido como “China + 1”, no qual empresas transferem parte da produção para outros países asiáticos para reduzir riscos comerciais e logísticos. Diante desse novo cenário, grandes fabricantes chineses aceleraram estratégias de internacionalização. O objetivo deixou de ser apenas exportar a partir da China e passou a incluir produção Perda de espaço nos EUA acelera transformação industrial chinesa e fortalece estratégia global baseada em tecnologia, logística e marcas próprias A indústria moveleira chinesa entrou definitivamente em uma nova fase. Líder global em produção, exportação e consumo de móveis, a China vive uma transformação estrutural que vai muito além da disputa por preço. O país agora reposiciona sua estratégia global com foco em tecnologia, logística, varejo digital, internacionalização industrial e fortalecimento de marcas próprias. Segundo levantamento da CSIL, a produção moveleira chinesa supera US$ 166 bilhões, mantendo a China como maior fabricante de móveis Por Ari Bruno Lorandi, CEO da Móveis de Valor do mundo, responsável por cerca de 35% da produção global. Mais de um terço desse volume ainda é destinado à exportação, reforçando o peso estratégico do país nas cadeias globais de abastecimento. Mas o cenário mudou rapidamente nos últimos anos. Após o forte crescimento registrado em 2021, as exportações chinesas sofreram desaceleração em 2022 e 2023, apresentaram recuperação parcial em 2024 e estabilizaram em 2025. O principal fator dessa mudança está nos Estados Unidos, historicamente maior destino dos móveis chineses. Hoje, a perda de espaço da China no mercado americano tornou-se um dos movimentos mais relevantes do comércio global de móveis. Em 2025, o Vietnã passou a responder
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