15 está fortemente apoiada em três estados. Bahia, Pernambuco e Ceará respondem por cerca de 72% da receita regional, confirmando a formação de um eixo econômico bastante definido. A Bahia aparece na liderança, com: • 246 empresas; • 6.289 pessoas ocupadas; • R$ 1,44 bilhão em receita; • R$ 625,2 milhões em valor da transformação industrial. Pernambuco vem logo depois, com R$ 1,33 bilhão em receita e 198 empresas. O estado apresenta também o maior valor da transformação industrial da região depois da Bahia, alcançando R$ 616,8 milhões. O Ceará possui a maior base empresarial do Norte e Nordeste, com 326 fabricantes, mas ocupa a terceira posição em receita, com R$ 1,16 bilhão. Essa diferença indica uma estrutura formada por maior quantidade de empresas, mas com faturamento médio inferior ao observado em Bahia e Pernambuco. Paraíba aparece em um segundo grupo de relevância, com 118 empresas, 2.262 trabalhadores e receita de quase R$ 390 milhões. Maranhão e Piauí também demonstram uma presença industrial importante, especialmente em emprego e geração de valor. NORTE TEM MENOR ESCALA, MAS POLOS PRODUTIVOS RELEVANTES No Norte, Pará e Amazonas concentram quase 74% da receita conhecida da indústria moveleira regional. O Pará lidera em número de empresas, unidades industriais e empregos: • 71 empresas; • 147 unidades locais; • 2.233 trabalhadores; • R$ 347,3 milhões em receita. O Amazonas aparece praticamente empatado em faturamento, com R$ 342,1 milhões, apesar de possuir apenas 25 empresas. O estado emprega 1.513 pessoas e alcança R$ 199,2 milhões em valor da transformação industrial. Essa relação sugere uma indústria amazonense formada por empresas proporcionalmente maiores e com maior intensidade produtiva. Rondônia também merece atenção. Embora registre apenas 53 empresas e receita de R$ 186,7 milhões, apresenta a maior receita por pessoa ocupada entre os 16 estados analisados, com aproximadamente R$ 261,8 mil por trabalhador. PRODUTIVIDADE MUDA A LEITURA REGIONAL Quando o critério deixa de ser apenas o tamanho absoluto e passa a considerar a produtividade, o Norte ganha relevância. A receita média por pessoa ocupada é de: • R$ 209,6 mil no Nordeste; • R$ 185,7 mil no Norte. Porém, no valor da transformação industrial por trabalhador, o Norte alcança aproximadamente R$ 94,5 mil, ligeiramente acima dos R$ 93,1 mil do Nordeste. Rondônia e Amazonas aparecem nas primeiras posições entre todos os estados analisados nesse indicador. Rondônia registra VTI de aproximadamente R$ 133,8 mil por trabalhador, enquanto o Amazonas alcança R$ 131,7 mil. Pernambuco lidera o Nordeste, com R$ 117,4 mil. Isso mostra que a menor escala da região Norte não significa necessariamente baixa eficiência. Em determinados mercados, há empresas com elevada capacidade de geração de valor. O QUE OS NÚMEROS SINALIZAM O Nordeste já possui uma estrutura industrial de porte relevante, mas ainda muito concentrada em poucos estados. Bahia, Pernambuco e Ceará funcionam como os principais polos de produção, emprego e faturamento. O Norte apresenta uma indústria mais dispersa e numericamente menor. Mesmo assim, Amazonas, Pará e Rondônia mostram que existem polos com características bastante distintas: o Pará se destaca pela capilaridade, o Amazonas pela escala média das empresas e Rondônia pela produtividade. Para fornecedores e fabricantes que buscam expansão, a leitura não deve considerar apenas o número de empresas. Estados menores podem representar oportunidades interessantes quando combinam produtividade, crescimento regional, distância dos grandes polos do Sul e Sudeste e necessidade de fornecedores mais próximos. Obs. Os valores de pessoal ocupado, receita e transformação industrial de Roraima e Amapá foram inibidos pelo IBGE para preservar a identificação das empresas. Por isso, os totais do Norte são ligeiramente superiores aos apresentados.
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