MV Norte & Nordeste

44 MÓVEIS DE VALOR NORTE E NORDESTE QUEDA DA NATALIDADE PROPÕEM NOVOS CAMINHOS PARA O MÓVEL INFANTIL nifica que as vendas necessariamente diminuam na mesma proporção. A decisão de compra envolve renda, condições de moradia, composição familiar e a importância atribuída a cada produto. Algumas famílias investem em quartos completos; outras priorizam peças essenciais ou distribuem as aquisições ao longo do tempo. O cenário econômico reforça essa cautela. Segundo Catarina Carneiro, economista da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o varejo de móveis cresceu apenas 0,1% no primeiro semestre de 2026, conforme dados do IBGE. O desempenho continua instável, com oscilações entre meses e regiões. Além dos juros elevados, o endividamento compromete a capacidade de consumo. De acordo com os indicaMenos nascimentos e orçamento apertado desafiam fabricantes, que apostam em segurança, multifuncionalidade e produtos para diferentes fases da infância Por Natalia Concentino, jornalista A indústria brasileira de móveis infantis enfrenta uma transformação que vai além das dificuldades econômicas. O número de crianças que chegam às famílias está diminuindo, enquanto os consumidores se tornam mais criteriosos na escolha dos produtos. Para os fabricantes, isso significa disputar um mercado potencialmente menor e encontrar oportunidades em móveis que ofereçam maior durabilidade, segurança e capacidade de acompanhar o crescimento da criança. Segundo o IBGE, o Brasil registrou pouco menos de 2,4 milhões de nascimentos em 2024, redução de 5,8% em relação ao ano anterior. Para o cientista do consumo Paulo Escrivano, a queda afeta diretamente o público potencial das empresas especializadas em quartos de bebê, mas não sig-

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