56 MÓVEIS DE VALOR NORTE E NORDESTE MADEIRA DO SEMIÁRIDO PODE AMPLIAR ALTERNATIVAS DA INDÚSTRIA MOVELEIRA da Universidade Federal Rural do Semiárido acompanharam, por aproximadamente 11 anos, espécies nativas, exóticas e clones de eucalipto submetidos a diferentes regimes de irrigação. O estudo identificou materiais com potencial para cultivo nas condições locais. A aplicação moveleira, contudo, ainda exige avaliar resistência, estabilidade, rendimento industrial e custos de plantio, colheita e processamento. Uma pesquisa publicada na revista IPECEGE também examinou a viabilidade econômica do cultivo de eucalipto para abastecer o polo moveleiro de Marco, no Ceará. Nas condições e nos cenários analisados, o projeto apresentou viabilidade com e sem financiamento. É um resultado regional, mas importante: sugere que aproximar o plantio da indústria pode ser uma alternativa concreta, desde que os requisitos técnicos e econômicos sejam atendidos. Pesquisas no Ceará, manejo da Caatinga e experiências florestais no Norte apontam caminhos para aproximar a produção de madeira dos polos regionais de móveis do Norte e Nordeste A disponibilidade de madeira adequada e os custos para transportá-la até as fábricas influenciam diretamente a competitividade dos polos moveleiros do Norte e Nordeste. No Semiárido, a possibilidade de desenvolver cadeias florestais mais próximas da indústria depende de espécies capazes de enfrentar altas temperaturas, chuvas irregulares e longos períodos de seca. A oportunidade não está apenas no plantio, envolve também beneficiamento, qualidade e fornecimento regular. O Estudo Setorial da Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente (Abimci), com dados da RAIS referentes a 2024, registra 6.241 estabelecimentos da indústria madeireira e de móveis de madeira no Nordeste e 3.310 no Norte. Somadas, as duas regiões reúnem 9.551 estabelecimentos: 3.908 ligados à indústria madeireira e 5.643 à fabricação de móveis de madeira. Esses números mostram a dimensão de uma cadeia produtiva que pode se beneficiar de fontes regionais de matéria-prima. A proximidade entre áreas florestais, serrarias, fornecedores de componentes e fabricantes pode reduzir distâncias logísticas e abrir oportunidades de investimento. Para isso, porém, não basta haver madeira disponível. Espécies, dimensões, secagem, estabilidade, classificação e regularidade de entrega precisam atender às exigências do móvel produzido. PESQUISA BUSCA ESPÉCIES ADAPTADAS AO CLIMA No Ceará, pesquisadores da Embrapa e Por João Caetano Guimarães, jornalista
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