Móveis de Valor - Edição 255

14 moveisdevalor.com.br A arte de prosperar em um país com crédito escasso O desemprego está no menor nível desde o início da série histórica, a renda familiar subiu um pouco, a inflação está sob controle. Então por que o mercado ainda hesita em acelerar? O problema é o endividamento das pessoas que ligou o sinal de alerta para quem produz e vende móveis. A combinação de juros altos, que encarece o parcelamento, e o peso das dívidas sobre o orçamento doméstico em 29% (Banco Central) – recorde em duas décadas – formam uma barreira de freios adicionais ao mercado de consumo. Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor da Confederação Nacional do Comércio, mostra que o nível dos endividadas atingiu patamar inédito nos primeiros meses de 2026 com cerca de 80,2% das famílias com algum tipo de dívida. O vilão é o cartão de crédito (85%) seguido do carnê de loja (16%) e crédito pessoal (12%). A Serasa (março/abril 2026) contabiliza 81 milhões de pessoas com o nome negativado: 42% são pessoas que limparam o nome no passado e voltaram a atrasar contas em menos de 12 meses. Resumindo: a fragilidade financeira do consumidor seguirá no radar das empresas até, pelo menos, o final desse ano e isso impõe o desafio COM 80,2% DAS FAMÍLIAS ENFRENTANDO DÍVIDAS RECORDES, O SETOR MOVELEIRO NAVEGA EM UM CENÁRIO DE RENDA SUFOCADA E CRÉDITO ESCASSO A ESTRATÉGIA IMPÕE PROGRAMAS DE RENEGOCIAÇÃO E NOVOS RECURSOS DO FGTS PARA REINSERIR CONSUMIDORES NO MERCADO DE CONSUMO DE FRENTE COM OS NÚMEROS Por Guilherme Arruda, jornalista convidado

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