Móveis de Valor - Edição 255

16 moveisdevalor.com.br Na tentativa de sustentar o crescimento, o governo projeta um pacote de estímulos que soma R$ 742 bilhões, com medidas como ampliação do crédito à classe média, subsídios habitacionais, aumento das concessões do BNDES e expansão do consignado no setor privado. A estratégia também inclui o uso de fundos públicos e privados para impulsionar o crédito e os gastos. Paralelamente, avançam iniciativas de renegociação de dívidas, como o Desenrola 2.0 (focado em crédito rotativo, cheque especial e empréstimos sem garantia) com descontos que podem chegar a 90%. Programas como Serasa Limpa Nome e mutirões da Febraban seguem na mesma linha, ampliando as condições de negociação para consumidores endividados. No fim, o avanço do consumo depende menos de estímulos pontuais e mais de fundamentos sólidos: ajuste fiscal, simplificação tributária e ganhos de produtividade. Sem isso, a renda das famílias seguirá exposta a ciclos curtos, limitando a demanda. Para indústria e varejo, o caminho passa por eficiência operacional, gestão de risco e novos modelos de crédito direto, capazes de transformar a venda em relacionamento financeiro e sustentar um consumo mais previsível e saudável no longo prazo. Com 80 milhões de endividados, vender exige mais do que preço, exige inteligência de crédito. O varejo que ajuda o consumidor a recuperar fôlego constrói valor e fidelidade. Crédito além do cartão Pix parcelado e crediário próprio aliviam o limite estourado e destravam a compra. Mix essencial e acessível Aposte no trade-down inteligente: produtos com bom custo-benefício para manter o consumo ativo. Venda consultiva Oriente o cliente, ofereça condições sustentáveis e proteja a renda, isso gera confiança. Da renegociação à recompra Aproveite programas de limpeza de nome para transformar crédito recuperado em nova venda. À PROCURA DO SANTO GRAAL DO VAREJO DE FRENTE COM OS NÚMEROS

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