74 moveisdevalor.com.br BED REPORT A leitura dos principais fabricantes de colchões do Brasil revela um ponto de convergência claro: o setor entrou em um novo ciclo de incerteza, fortemente influenciado por fatores externos e de difícil controle. Ainda que cada empresa reaja de acordo com sua estrutura, estratégia e momento, o diagnóstico é praticamente unânime - o ambiente de negócios tornou-se mais volátil, pressionado por custos, logística e risco de abastecimento. Os depoimentos de Helio Antonio Silva (Castor), Agnelo Seger (Herval) e Rodrigo de Melo (Plumatex) mostram que o conflito no Oriente Médio atua como gatilho de uma cadeia de impactos que se espalha rapidamente pela indústria global. A elevação do petróleo, o risco logístico em rotas estratégicas e a pressão sobre fretes internacionais criam um efeito dominó que chega com força ao Brasil. No centro da preocupação está a dependência de insumos químicos, especialmente TDI e poliol, essenciais para a produção de espumas. A alta já registrada - entre 50% e 75%, segundo Agnelo - não é apenas um problema de custo, mas de previsibilidade. “A indústria passa a operar sem clareza sobre preços futuros, disponibilidade e prazos de entrega, o que compromete planejamento e margens”, argumenta. Indústria colchoeira enfrenta pressão global e incerteza CONFLITOS GEOPOLÍTICOS, ALTA DO PETRÓLEO E GARGALOS LOGÍSTICOS ELEVAM CUSTOS E TENSIONAM TODA A CADEIA PRODUTIVA APESAR DE ESTRATÉGIAS DISTINTAS, GRANDES FABRICANTES CONVERGEM NA LEITURA: O CENÁRIO É INSTÁVEL E EXIGE CAUTELA Por Ari Bruno Lorandi CEO Móveis de Valor
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