Móveis de Valor - Edição 256

14 moveisdevalor.com.br Colchão ficou mais caro. E mais tecnológico É fato que o setor de colchões atravessa um momento delicado, em certa medida comparável ao vivido durante a pandemia. O aumento dos custos de insumos, pressionado por instabilidades geopolíticas e gargalos logísticos, impõe desafios relevantes à indústria. Mas, assim como naquele período, o cenário atual também abre espaço para reposicionamento. Se produzir ficou mais caro, vender melhor deixou de ser opção e passou a ser necessidade. Isso significa investir em inteligência de produto, diferenciação e narrativa de valor. Afinal, quando o custo sobe, o caminho mais sustentável não é reduzir margem, mas justificar preço. A julgar pela seleção dos dez colchões mais inovadores nesta edição, parte da indústria brasileira já entendeu esse movimento. Há um avanço consistente no uso de espumas de alta performance, látex, matérias-primas naturais, tecidos tecnológicos e estruturas de molejo mais eficientes. Soluções que vão desde sistemas de ventilação interna até combinações híbridas começam a ganhar espaço, ainda que em ritmo gradual. Por outro lado, algumas tecnologias ainda enfrentam barreiras de adoção. É o caso dos colchões com sensores de monitoramento do sono, sistemas e soluções mais conectadas, que esbarram tanto no custo quanto na maturidade do consuCRISE NO ORIENTE MÉDIO AUMENTA CUSTO DOS INSUMOS, MAS NOVAS TECNOLOGIAS E MATERIAIS INOVADORES PODEM ABRIR CAMINHO PARA UMA NOVA FASE NA INDÚSTRIA DE COLCHÕES NO BRASIL A INDÚSTRIA JÁ INVESTE EM PRODUTOS DIFERENCIADOS, COMO MOSTRA SELEÇÃO DOS 10 COLCHÕES MAIS INOVADORES NESTA EDIÇÃO. PORÉM, O AVANÇO DEPENDE AGORA DE UM VAREJO MAIS PREPARADO ESPECIAL COLCHÕES Por Inalva Corsi, editora

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